
Quem trafega na Avenida Poguba com um olhar mais atento pode observar que a grama foi plantada no canteiro central praticamente sobre o mato. O receio é que, diante do improviso, a grama possa não vingar e fazer perder o dinheiro investido no local.
Para fazer o plantio, a empresa contratada pelo Município realizou o corte do mato com um algum tipo de aparador, e só. Com isso, toda as raízes do mato ficaram. Segundo o paisagista Cláudio Ferreira, ouvido pelo A TRIBUNA, realmente não tem como a grama “pegar” dessa forma. Ele atesta que a raiz tem que estar em contato com o solo.
“O plantio de grama obedece os mesmos padrões agronômicos de outras culturas: o solo tem que ser descontaminado de resíduo cimentício, deve ser revolvido (escarificado, arado), fertilizado e preparado mecanicamente para só depois receber o plantio da grama e, na sequência, as regas periódicas”, explicou o profissional.
Cláudio acrescentou à reportagem que o plantio de um jardim se assemelha ao plantio de um campo de soja, um pomar de laranja ou uma horta. “O que estão fazendo é um desrespeito com o pagador de impostos; uma palhaçada!”, afirmou ele.
ATRASO
Também chama a atenção o atraso nas obras da duplicação da Avenida Poguba, na Vila Goulart, que está em ritmo bem lento. Faltam ainda vários serviços para sua conclusão, como a ciclovia, construção das passagens elevadas e a sinalização.




