Presidentes de entidades defendem passarelas na travessia urbana

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Nilza Sirqueira, presidente da Uramb, e Ricardo Borges, da Unisal, dizem defender comunidades – Foto: Riviam Dias

Os representantes das duas entidades representantes de moradores de bairros de Rondonópolis declararam à reportagem do A TRIBUNA que se posicionaram, no momento, contra a duplicação do trecho urbano da BR-163, que vai da região do Trevão até a Cervejaria Petrópolis, conscientes da situação e não foram usados como massa de manobra do prefeito Zé Carlos do Pátio (SD). Durante a sessão da Câmara Municipal nesta semana, vários vereadores disseram que o prefeito teria usado os representantes como massa de manobra para não autorizar a obra.

Em uma reunião entre o prefeito, representantes da concessionária Rota do Oeste, vereadores e representantes de entidades da sociedade civil local, que seria para o prefeito assinar o documento de anuência da Prefeitura para que a obra pudesse ser iniciada, para surpresa geral, o prefeito teria delegado à presidente da União Rondonopolitana das Associações de Moradores (Uramb), Nilza Sirqueira, e ao presidente da União das Associações de Moradores da Região Salmen (Unisal), Ricardo Borges, a responsabilidade de decidir a questão.

As entidades, alegando preocupação com pessoas que precisam atravessar a rodovia, não concordaram com o início das obras, até que sejam incluídas passarelas para pedestres. “Nesta reunião nós só ratificamos uma decisão da comissão que discute sobre o assunto, tomada em novembro do ano passado. Há mais de 20 anos sofremos como o trecho da travessia urbana já duplicado, mas que não foi construído as passarelas para pedestres. Além do mais, a conclusão do viaduto atual também não priorizou a passagem para pedestres e hoje adultos de crianças disputam o espaço das pistas com os veículos colocando suas vidas em risco. Nós não fomos usados como massa de manobra, pois estamos defendendo melhorias para os bairros ao entorno da rodovia”, disse Ricardo Borges.

“Tem muita gente, inclusive vereadores, falando que fomos usados como massa de manobra do prefeito. Não podem subestimar a nossa inteligência neste contexto, pois somos conhecedores de causa e defendemos as comunidades. Precisamos das passarelas, pois pais de famílias, trabalhadores, estudantes e crianças precisam atravessar a rodovia diariamente. Sem estas obras, as pessoas continuaram correndo risco de atropelamentos. Esta é uma demanda das comunidades reivindicada há mais de 20 anos e vamos continuar a lutar”, revelou Nilza Sirqueira.

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