Papo Político

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1-HÁ QUEM
diga que o inicio das obras no antigo terminal rodoviário para a construção de um estacionamento não é oriundo somente do projeto parlamentar e de uma recente pressão da vereança sobre o prefeito Zé Carlos do Pátio (PDB), mas apenas a influência da proximidade do pleito eleitoral de 2012, que incide no início de obras, de realização de projetos, no cumprimento de promessas que já deveriam ser feito desde o começo do mandato.
Ou seja, com a necessidade de convencer seu próprio partido peemedebista de defender seu projeto de candidatura à reeleição, o prefeito deverá começar o rol de entregas de obras e de investimentos, quando as boas ações recentes ficam gravadas na memória do povo e favorece ao candidato no dia da votação. Já é anunciado o inicio da realização de alguns projetos considerados importantes e prometidos em campanha, sendo até mesmo planos que a população rondonopolitana não acreditava mais que fossem ser concretizados.
Aliás, seria de grande relevância para o prefeito rondonopolitano que as secretarias municipais colaborassem na intensa demanda de realizações nesse período. Mas, ele sabe que não pode contar com isso, quando seu trabalho desde o inicio do seu mandato foi realizado de maneira individual e cada Pasta teve que se adaptar ao seu estilo.
COMO SE SABE,
em vésperas de eleições é muito comum que a demanda de obras aumente, (quando iniciam apressadamente o que deveria ser feito há dois ou três anos), ou seja, para beneficio daqueles que almejam uma reeleição, ou apenas para o partido, divulgando os feitos, as obrigações e até mesmo as realizações das figuras que ocupam cargos políticos eletivos. Essas atitudes eleitoreiras de indivíduos que evidentemente não tem compromisso mais sério com a população, acabam se tornando em grandes prejuízos para o erário público, pois quando o objetivo é apenas agradar ao povo em tempos de voto, os investimentos têm o risco de serem realizados mediocremente, pois são feitos às pressas. Sem contar que muitas vezes a população sofre pela espera de três ou quatro anos por uma obra importante.
Assim, o período que antecede uma campanha eleitoral acaba se tornando o cenário da administração esperada pelo povo desde o seu início, quando se realiza, cumpre o que anuncia, etc., ou seja, é tão satisfatório que o povo acaba apoiando a reeleição de quem está no comando das benfeitorias. E é por isso que a população deve está atenta as razões de que alguns projetos não foram realizados no prazo previsto, os motivos da espera por asfalto, a não inauguração de uma creche, escola, hospital. Pois, a partir de agora começam a surgir aqueles que estavam desaparecidos há um, dois anos, e se apresentam na mídia como grandes benfeitores. Sem contar com aqueles que algum tempo não manifestavam interesse pelos problemas e desenvolvimento do município, e imediatamente se tornam donos de discursos críticos e de grandes cobranças. É bom ficar de olho!

Silval Barbosa: “Disse que não aumenta os salários dos professores agora, para depois não ser responsabilizado por atrasos...”

2- FEZ BEM
o grupo de representantes rondonopolitanos do Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep), procurar a Câmara Municipal de Rondonópolis para promover conversas com o Governo do Estado, pois está cada vez mais complicada essa situação dos professores da rede pública estadual mato-grossense. Já era mais que necessária uma intervenção política municipal, para que os servidores do ensino público fossem ouvidos, negociações forem feitas e assim as aulas voltassem a sua normalidade. Pois, o governador do Estado Silval Barbosa, afirmou nessa semana que não conseguia entender a greve dos professores que reivindicam uma melhoria do piso salarial e pagamento das horas atividades dos professores contratados. “Poucos professores recebem menos que o piso solicitado. Só os contratados. Portanto, não existe razão para esta paralisação”.
O GOVERNADOR
reafirmou ainda que vai cumprir a determinação judicial e que não pode dar o aumento pedido sob pena de inviabilizar o caixa do Estado. Lembrou que está há apenas seis meses no Governo e que não quer ser responsabilizado por atrasos salariais. “Pagamos salários em dia e vamos continuar mantendo esta política. Já disse para a secretária de Educação, Rosa Neide para continuar o diálogo com os professores”, concluiu.
Alegar que o aumento é não possível devido a disposição do caixa do Estado é algo até justificável, mas afirmar que não entende a reivindicação dos professores por maior valorização dos serviços é no mínimo uma grande falta de conhecimento da realidade do trabalho do professor em sala de aula. Pois, infelizmente, nos dias de hoje ele é um verdadeiro herói, pois além de transmitir conhecimento, é necessário educar no lugar do pai e da mãe, e ainda tem que contar com a falta de recursos e infra-estrutura para o serviço  na escola, sendo que quando tem material escolar novo para uso em salas, são orientados a não usá-los, porque a escola desconhece quando receberá nova demanda. Além, de outros empecilhos.

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