Uma equipe da Comissão de Agropecuária, Desenvolvimento Florestal e de Regularização Fundiária da Assembleia Legislativa de Mato Grosso participou de uma audiência pública na Câmara dos Deputados, em Brasília, para discutir os impactos sociais e econômicos das Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) em seus municípios-sede. A equipe representou o presidente da Comissão, deputado estadual Mauro Savi (PR). O encontro foi promovido pelo deputado federal, Nilson Leitão (PSDB), que destacou que as PCHs podem causar “impactos graves e irreversíveis para um bioma determinado e para as populações que nele vivem”.
Na opinião do deputado tucano, devem ser adotadas medidas mitigadoras ou compensatórias para harmonizar essas pequenas hidrelétricas ao campo, às atividades econômicas sociais e financeiras da comunidade local e à preservação ambiental, para que se alcance um desenvolvimento sustentável. Segundo Leitão, um novo encontro entre as autoridades políticas mato-grossenses deve ser agendado em breve para discutir a situação de Mato Grosso.
Segundo Margareth Pozzobon, consultora do Núcleo Ambiental e Desenvolvimento Econômico da AL-MT, a energia que é gerada em Mato Grosso não tem retorno financeiro tendo em vista que ela cai na rede nacional de distribuição que acaba beneficiando outros estados brasileiros. “O nosso estado acaba prejudicado porque produzimos, mas não temos energia de qualidade para instalação de grandes indústrias que dependem exclusivamente dessa energia”, salientou a consultora, que, juntamente com a assessora técnica de Comissão Permanente do Parlamento Estadual, Josevane Fonseca, representaram a Comissão de Agropecuária na audiência pública.
Na audiência, vereadores do município de Jauru (distante 420 quilômetros ao Oeste da Capital), informaram que no curso do rio que possui o mesmo nome da cidade, existem cinco PCHs e uma Hidrelétrica, o que na opinião de especialistas representa um grande impacto ambiental, além da diminuição dos recursos pesqueiros. Se não bastasse, o município ainda enfrenta um grande problema: o pico de energia elétrica – mesmo com tamanha estrutura – todos os dias.



