
Eu, menino,
Moleque de rua,
(Culpa minha-sua)
Nunca fui Rui,
Sofro o alto preço
Que pago para viver
E ver que nada escapa,
E eu não desculpo o sistema,
Apenas tenho pena
De eu ser assim,
Tão franzino,
Menino moleque de rua,
Que nada tem de direito,
Aliás, apenas o de ficar quieto.
Só que escrevo em meu poema
O desejo que tenho
Em meu ser
Tão franzino,
Menino moleque de rua
Que não desiste da luta
E que vai à luta
Em busca de alguma coisa
Que faça o meu povo feliz.
(*) Aires José Pereira é membro da ARL, prof. no Mestrado em Gestão e Tecnologia Ambiental e no curso de Geografia da UFR; coautor do Hino Oficial de Rondonópolis
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