O idioma das pedras

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(*) Jorge Manoel

Quem disse que as pedras não falam
não sabe seu idioma em sua rigidez.
Pois as rochas sempre comunicam.
E seu diálogo, no eco, tem fluidez.

Ao longo das eras, o que cascalho era
logo virou pedra em contínua evolução.
Da força do fogo do vulcão se espera
uma montanha nascendo em ascensão.

Na natureza, a pedra que foi pisada
registrou, no seu diário, cada pegada
para que a história fosse contada.

Lá, bem de cima do mais alto monte,
têm as digitais de diferentes fontes
que mostram para além do horizonte.

Lá, do mais silencioso e alto monte
emerge ruídos de diferentes fontes
que apontam para além do horizonte.

Ao longo das eras, cascalho vira pedra
E estas sempre em contínua evolução.
Vomitadas da boca do vulcão se espera
uma montanha nascendo em ascensão.

(*) Jorge Manoel é jornalista, professor, intérprete e poeta

 

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