Na Praça dos Carreiros

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(*) Isaías Dias

Sentado no banco da praça
Fico olhando a cidade acontecer.
O sol já queima pela manhã.
Passos lentos caminham para lá e pra cá.
Enquanto as lojas acordam remelentas,
Com água nas calçadas a escorrer.
Pintam de cores alegres o sorriso de bom dia
Para atender.
A sombra é o aconchego do alívio.
Meninas sonhando vender.
De vez, por vez, um, “bom dia” acanhado,
Por não se conhecer.
Os olhos passando o tempo
Enquanto não vem a hora de surpreender.
Esperando em passatempo no celular,
Alguém pode se decidir
Se vem, ou vai escolher.
Um vento escorre pelo corpo gostosamente
Mais tarde, pode o calor derreter.
Ver a praça acordar com movimentos lentos
É tranquilidade de paz.
Muita gente trabalhando
Para no fim do mês receber
O coração da cidade pulsa lentamente
O despertar chama atenção
Os flanelinhas com seu papelão
Vai de um carro ao outro,
Para angariar o seu quinhão.
Manhã suave na praça
A vida flui, sorrisos se ouve.
Sonhos começam,
Árvores balançam,
A cidade desperta.

(*) Isaías Dias, é poeta e escritor, membro da Academia Rondonopolitana de Letras. Autor do livro, Calos da Terra

 

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