
Na escuridão daquela caverna antiga;
o homem moderno volta a se esconder.
Aprisionado em falsidades, em fadiga.
A realidade, aos poucos, a se fenecer.
As sombras cegam, ilusões do momento.
Suspiros de vida nessas linhas digitais.
Buscando um brilho, um reconhecimento.
Nas prisões sutis de mundos virtuais.
Mas há um chamado, sopros que reluzem.
Que inspira a alma a romper a densa bruma.
E despertar na mente ideias que produzem.
Libertar-se, enfim, da temida escuridão.
E ver que, além da tela, há algo que seduz.
A realidade se manifesta por meio da razão.
(*) Jorge Manoel é jornalista, professor, intérprete e poeta



