Haja ouvido e paciência II

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Quem mora nas proximidades do cruzamento da Av. Frei Servácio com a  Rio Branco, especificamente ao lado de um posto de combustíveis, sabe muito bem o que é isso, porque somos todos sofredores dos atos inconsequentes e  da situação degradante que se instalou e se prolifera nesse local. Além do barulho ensurdecedor de som automotivo, buzinas de carros e motos, ouve-se  gritos, palavras de baixo calão  acompanhados por gestos obscenos de homens e mulheres em visível  estado avançado de embriaguez.
Outrossim, fumam  deliberadamente, sabe-se lá qual substância, e consomem bebidas alcoólicas  até o amanhecer, perturbando o sossego da vizinhança, colocando em  risco a vida dos clientes e transeuntes que passam. Creio que a maioria dos leitores assíduos desse conceituado jornal, deve se lembrar de que esse assunto já foi abordado em uma edição anterior.
O problema é que a situação ficou insustentável. Há relatos de vizinhos, afirmando que as imediações daquele local está se transformando em um ponto de encontro para consumo e comercialização de substâncias entorpecentes e, consequentemente,  de atentado violento ao pudor. Funcionários responsáveis pela administração desse posto de combustível reservam o direito de não se responsabilizar pelas ações praticadas por esses cidadãos, apesar do serviço prestado pela conveniência inclua a venda de cerveja, e estando esse estabelecimento comercial em anexo ao posto.
O que aumenta a indignação do contribuinte, cidadão pagador de imposto,  é saber que o poder público está cada dia mais omisso a essa situação. Recentemente, ao solicitar a presença da PATRULHA DO SOSSEGO/POLÍCIA AMBIENTAL, através do Nº 9208-8400, o  atendente informou  que não era possível atender à solicitação porque o tempo já tinha se esgotado, que esse tipo de serviço era oferecido à população nos horários das 20:00h às 02:00h. Estava havendo problemas com atendimento, por falta de pessoal e de viaturas. E que era para ligar para o  190.
Ao ligar no 190, o atendente simplesmente falou que não era competência daquele órgão, uma vez que não era possuidor do aparelho para medir  o volume do som.
Em razão do que foi exposto, ficam as perguntas: Onde está a ação do poder público? E os direitos do contribuinte?

(*) José Uilson da Costa é morador de Rondonópolis e do bairro Santa Cruz há mais de 35 anos

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