A Prova Quádrupla do Rotary

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Jerry Mill de paleto - 10-04-13
A história nos ensina que toda instituição que se preza tem clara para si, seus colaboradores e a comunidade em que atua a sua visão, sua missão e seus valores. Qualidade no que oferece, competência técnica e excelência no atendimento são também essenciais. Tão essencial ultimamente quanto estar nas redes sociais, seja no Facebook, Twitter, LinkedIn, etc., e ter um bom slogan ou uma fachada chamativa. Trabalhos filantrópicos e preocupação com o meio ambiente tendem a criar o perfil de uma entidade comprometida com o bem-estar de todos no inconsciente coletivo local, estadual, nacional ou global, o que conta muito na avaliação (positiva ou negativa) desse ou daquele estabelecimento nas pesquisas de opinião. É isso que se espera tanto do Poder Público quanto da iniciativa privada nos dias atuais: preocupação com a valorização do ser humano e a preservação do nosso planeta.
Assim como nenhum homem é uma ilha isolada, como disse o poeta e metafísico John Donne (1572-1631), também as micro, pequenas, médias e grandes empresas geralmente trabalham em parceria com outras companhias, e até mesmo com o Poder Público, para atingir seus objetivos no curto, médio ou longo prazo. Pode-se até chamar isso de estratégia de marketing, mas muitas vezes é graças a iniciativas como essas que programas de reciclagem, prevenção de acidentes, arrecadação de fundos, etc. ocorrem de uma forma mais pontual e ajudam a melhorar imediatamente as condições físicas, estéticas e organizacionais de um rio, uma praça, uma casa, etc.
O Rotary Club, fundado há mais de um século, tem nos seus primórdios o que só recentemente muitas empresas e entidades têm feito: preocupar-se com as pessoas e o ambiente em que trabalhamos e vivemos. Suas iniciativas e ações, desde sempre, têm sido no intuito de minimizar sofrimentos e maximizar alegrias e conquistas. Uma das formas encontradas de fazer isso foi através da adoção da sua Prova Quádrupla (ou The Four-Way Test, no original em inglês) a partir de 1943. Desde então, ela já foi traduzida para mais de 100 idiomas e reproduzida em centenas de lugares diferentes, como marcadores de páginas, calendários, camisetas, panfletos, etc.
Para quem não sabe, é bom ressaltar que a Prova foi criada em 1932 por Herbert John Taylor (Presidente do Rotary Internacional em 1954-55), depois de ele assumir a direção da Club Aluminum Company, sediada em Chicago, Estados Unidos. Com o objetivo de salvar a empresa da falência, ele escreveu um código de ética a ser obedecido por todos a partir de então, inclusive ele próprio, que se resumia a quatro perguntas aparentemente simples – Do que pensamos, dizemos ou fazemos: É a verdade? É  justo para todos os interessados? Criará boa vontade e melhores amizades? Será benéfico para todos os interessados? Com o passar do tempo, a Prova se tornou um referencial nas vendas, produção, propaganda e nas relações da companhia com seus comerciantes e clientes. Como não poderia deixar de ser, a recuperação financeira da empresa foi creditada à aderência a esta simples filosofia.
Em teoria, as perguntas da Prova Quádrupla devem ser do conhecimento de todos os rotarianos e servir de orientação para toda e qualquer pessoa nas suas relações profissionais e pessoais. Na prática, porém, isso nem sempre acontece, seja no Brasil ou em outros países. Levadas pelas urgências e prioridades do seu cotidiano, as pessoas (rotarianos ou não) tendem a mudar seu foco e dar mais atenção a aquilo que está ao alcance dos olhos ou que permanece em suas mentes, na memória recente. Além do mais, questões burocráticas e éticas nem sempre são bem aceitas pelo nosso cérebro, não é mesmo?
O que importa, entretanto, é que os ensinamentos de Mr. Taylor têm perdurado no seio da família rotária há algumas gerações, felizmente com força e influência inquebrantáveis. Para o bem de todos nós, que assim seja por todo o sempre!

(*) Jerry Mill é mestre em Estudos de Linguagem (UFMT), presidente da Associação Livre de Cultura Anglo-Americana (ALCAA), membro da ARL (Academia Rondonopolitana de Letras), oficial de Intercâmbio e associado representativo do Rotary Club Rondonópolis (D4440).

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2 COMENTÁRIOS

  1. Como alguns outros clubes que mantêm os interesses dos seus associados acima de qualquer outro. O discurso demagogo e a associação a entidades pouco credíveis, mas altamente poderosas que têm demonstrado nestes últimos tempos que são verdadeiros cancros na sociedade a nível mundial! Bill Gates também “luta” contra a poliomielite, e a OMS já deu mais que provas suficientes do que vale quando tem na sua cadeira principal um ditador que nomeou outro (Mugabe) como embaixador da boa vontade… Felizmente há cada vez mais pessoas a despertar. Felizmente este é um tempo de caírem as máscaras. E a deste clube de “benfeitores” também cairá!

  2. Ouvi a Rotary Club com uma tia prima em 07.09.18, e vim no Google saber do que se tratava. Amei tudo que li aqui. E tudo que li já faz parte de mim. Ética, moral e ajuda ao próximo é tudo o que sempre vivi. A algum tempo fui participar de um evento como convidada. Num Club Rotary em Marataízes ES. Cedido para o evento. Nunca tinha visto antes essa palavra. Mas confesso que fiquei encantada agora em ler tudo que li aqui hoje. Que o Club Rotary continue crescendo e ajudando mais e mais pessoas no mundo todo.

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