Pai anônimo

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Não sei como chama meu pai
E porque não me esperou nascer
Queria saber como vai
Pelo menos te conhecer.

Mamãe fala pouco de ti
E fica nervosa quando pergunto
Chora bastante e não sorri
E é só te ver eu sofro junto.

Não sei se ela ainda o ama
Ou qual motivo que emociona
Talvez a saudade que chama
Ou um vazio que te detona.

Queria que meu pai soubesse
Das notas boas da escola
Pois todas as noites faço uma prece
Ajudo mãe e jogo bola.

Sou campeão em tudo que faço
Tenho sonhos para o futuro
Meus objetivos eu traço.
Sou cauteloso e seguro.

Quando meus amigos perguntam de ti
Fico perdido sem responder
Pois nem se quer te conheci
Nem o nome que possa ter.

Se rico ou um pobre honesto
Não me interessa classe social
Mas se quiser amor eu empresto
Meu pai anônimo real.

Às vezes sonho acordado
Vendo à hora de você chegar
Passear bem ali do teu lado
E para os amigos apresentar.

Irei te fazer um pedido sincero
Que fique aqui em definitivo
Diga sim que eu espero
Meu pensar é positivo.

E se despertar interesse
Venha aqui me conhecer
Seja noite ou um dia desses
Nós vamos te receber.

(*) Francisco de Assis Silva é Bombeiro Militar em Rondonópolis – Email: [email protected]

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