Pegando um gancho no título do editorial deste periódico de 28/07/2011, gostaria de dar continuidade ao assunto duplicação 364, adindo o que já havia previsto em artigo anterior e chamando a atenção para situações, que poderão ficar ainda piores.
São meridianas as evidências de que a realidade da duplicação Cuiabá-Rondonópolis está muito além dos sonhos e está mais claro, que tangencia o pesadelo com muito sangue e lágrimas a colorir este deprimente quadro, que a realidade nos impõe, não obstante as promessas e o massacre tributário que nos sufoca.
Martelando mais uma vez nestes argumentos, é evidente o gargalo rodoviário entre Rondonópolis e Cuiabá. São três BRs sobre o mesmo leito e a ausência total de desvios alternativos, o pesado tráfego com altíssimo índice de acidentes, inviabilizam até a execução de serviços neste trecho, pois imaginem o caos atual somado a obras de duplicação.
Alternativas se impõem e são medidas que devem ser tomadas antecipando-se ao problema sob pena de instalar-se um bloqueio nas comunicações rodoviárias do Brasil do sul e do norte pelos caminhos do Centro-Oeste.
Sem querer menosprezar nenhuma das alternativas propostas até então, pois o ideal seria a implementação de todas, válidas, necessárias e devem continuar sendo bandeiras, mas no momento temos que ser práticos, observando o andamento dos projetos e as maiores chances de viabilização ou brevidade de efetivação.
Em uma análise superficial, a alternativa saída Poxoréu-Beroaba-Dom Aquino-Campo Verde-Chapada-Cuiabá, esbarra no projeto ainda em andamento, aumento de aproximadamente 60 km na distância e no perigo relacionado ao estado físico e características da rodovia Dom Aquino/Campo Verde.
Uma segunda alternativa, que certamente será muito necessária e que poderia aliviar em muito o trânsito já para o momento, livrando-nos do “funil” Juscimeira/São Pedro da Cipa/Jaciara, seria a restauração e posterior asfaltamento da MT-140 que liga S. Lourenço de Fátima à BR 364 à altura da PRF, na Serra de São Vicente, com um trecho de apenas 100km.
Destes 100 km, 28 km já estão sendo asfaltados por conta daquela, que apresentamos como terceira alternativa que é a MT-040, um projeto já aprovado, licenciado e licitado em seis trechos aguardando somente liberação de recursos do Prodetur (Ministério do Turismo) para liberação de quatro frentes de trabalho restantes, que com apenas mais 58 km de implantação e asfaltamento estabelecerão a ligação entre S. Lourenço de Fátima a Mimoso unindo definitivamente Rondonópolis a Cuiabá, por uma rodovia parque com somente 9 km de acréscimo da distância atual.
Concordo, que a luta deve continuar com todas as alternativas até porque certamente todas serão muito necessárias. A alternativa por Dom Aquino já foi proposta por representantes da nossa região e sabemos que está em fase de estudos e viabilização. Quanto a segunda alternativa, temos escutado dos nossos representantes na Assembleia Legislativa que já estão percebendo a necessidade de desvios para o intenso tráfego quando das obras de duplicação e a terceira esperamos seja uma realidade para 2012.
Por isto, enquanto o sonho não chega… Vamos batalhar pelas alternativas.
(*) Elmo Bertinetti é médico e rotariano em Rondonópolis



