Novo Código Florestal

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“Os ambientalistas têm todo tempo do mundo, os produtores rurais não têm. Os produtores têm uma safra todo ano para colher, portanto, eles não podem esperar”. Pronunciada pelo deputado e relator da Reforma do Código Florestal, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), esta frase resume bem o pensamento daqueles que querem por um fim a esta fase e partir para um trabalho mais efetivo com as novas regulamentações.
O atual Código Florestal Brasileiro foi imposto no ano de 1965, época de início do Regime Militar. Naquela época nada ou quase nada existia em pesquisas sobre a agricultura tropical. Portanto, o documento foi baseado em informações das práticas agrícolas do chamado primeiro mundo, que usava intensamente os recursos naturais sem preocupação de preservação e ações preservacionistas. O conceito era: o que é bom para os Estados Unidos e Europa, é bom para o Brasil.
Na prática, qualquer estudante colegial sabe que as coisas não são bem assim. Cada território tem suas especificidades. O Brasil possui insolação anual superior a 3.000 horas, enquanto os países do hemisfério norte têm apenas cerca de 70% desta energia.
Além disso, nosso regime hídrico é altamente favorável à atividade agropecuária, com períodos de chuva e de seca bem definidos. Temos ainda águas subterrâneas e superficiais em plena condição de uso para consumo humano e irrigação.
Ao longo deste mais de 45 anos de existência, o Código Florestal recebeu mais de uma centena de modificações, bem como foi motivo de excreções públicas pelos maus ambientalistas, agricultores inconsequentes e políticos que se aproveitaram da situação.
É por tudo isso que devemos defender uma produção tecnificada, com o uso expressivo das boas práticas, com ênfase no respeito às futuras gerações, formação de renda, geração de oportunidades e lucratividade. Trata-se do tão almejado desenvolvimento sustentável.

(*) Lauro Jacintho Paes é engenheiro agrônomo

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