Jejuns ocasionais podem diminuir o risco de doenças cardíacas ou diabetes, de acordo com pesquisa apresentada recentemente no American College of Cardiology. O estudo foi realizado em Salt Lake City, capital do Estado norte-americando de Utah, onde dois terços da população são constituídos por mórmons que jejuam uma vez por mês durante 24 horas por razões religiosas.
Num estudo anterior, o mesmo grupo de pesquisadores já havia verificado que quem se abstinha de comida e bebida por um longo período apresentava menor prevalência de doença coronariana. No segundo estudo, os pesquisadores, pertencentes ao Intermountain Medical Center Heart Institute, comprovaram que pessoas que jejuam têm menores taxas de doença coronariana e que o jejum também está associado à menor prevalência de diabetes.
Eles optaram por fazer essa análise porque o Estado de Utah vinha consistentemente apresentando as menores taxas de doença cardíaca nos Estados Unidos. Antes, acreditava-se que o fato de os mórmons pregarem a abstinência de fumo poderia ser o motivo principal, mas com a queda do tabagismo em todo o país a situação não mudou e Utah mantinha os menores índices de doença cardíaca em comparação com as demais regiões.
Novas análises ainda deverão ser feitas, mas é importante ressaltar que aparentemente a prática de jejum – em que se mantém a ingestão exclusivamente de água – pode atuar preventivamente, não devendo ser adotada por pessoas que já têm diabetes e que correriam o risco de ocorrência de séria hipoglicemia.



