De olho na lista de Ancelotti: Danilo: “quando estou em campo, não penso em mais nada”

Meio-campista deixou grande impressão nos últimos amistosos e corre contra o tempo para estar na lista final de Carlo Ancelotti, que será anunciada na próxima segunda-feira

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Danilo: “espero que essa hora seja a minha, com fé em Deus, e que dia 18 a gente possa comemorar” (Foto – Divulgação/Fifa)

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O relógio já estava nos acréscimos do primeiro tempo do amistoso entre Brasil e Croácia. Ninguém havia marcado ainda. Até que Matheus Cunha achou um lançamento para Vinicius Jr., que encarou a defesa e rolou a bola para a marca do pênalti. Lá estava Danilo, pronto para uma chance que muitos esperam e nem todos aproveitam.

De repente, o meia foi transportado de Orlando diretamente para a comunidade de Fazenda Coutos, em Salvador, na Bahia, onde aprendeu a jogar bola na infância. Era como se, em vez de vestir suas modernas chuteiras, ele estivesse de pés descalços sobre o gramado. Sem nem dominar, acertou o ângulo e marcou o seu primeiro gol com a camisa da Seleção Brasileira.

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“Quando eu estou em campo, eu não penso em mais nada. Eu fico bem à vontade. Não importa a circunstância do jogo, quem está do outro lado, o que está ocorrendo, se estamos mal ou não”, explicou Danilo em entrevista à FIFA.

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“Eu sempre me sinto tranquilo, como se estivesse jogando uma pelada na minha comunidade em Fazenda Coutos, brincando no ‘baba’, brincando com meu cachorro Pit. É bem tranquilinho lá dentro de campo.”

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Aquele foi o principal momento de uma janela internacional que colocou Danilo de vez no radar do técnico Carlo Ancelotti. Aos 25 anos, o meia do Botafogo corre contra o tempo por uma vaga na lista final para a Copa do Mundo 2026, que será anunciada na próxima segunda-feira, dia 18 de maio.

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“É muito difícil, ainda mais se tratando de Seleção, com vários craques na minha posição. Todos estão em alto nível para representar a Seleção. É muito difícil chegar, mas não era só chegar. Eu tinha que fazer algo a mais”, lembrou ao falar da boa impressão deixada nos amistosos contra França e Croácia, em março.

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Danilo entrou durante o jogo contra os franceses e foi tão bem que ganhou uma oportunidade no time titular na segunda partida. Mas essa não foi a primeira vez que ele foi chamado para defender o Brasil. Em 2022, ainda sob o comando de Tite, o meia chegou a ser convocado, mas não entrou em campo. À época, ele brilhava no meio de campo do Palmeiras, clube pelo qual foi bicampeão da Libertadores da América.

Na Copa Intercontinental da FIFA 2021 (disputada em 2022 e então chamada de Mundial de Clubes), ele ficou com a Bola de Bronze de terceiro melhor jogador da competição, com apenas 21 anos de idade. Apesar da derrota para o Chelsea na prorrogação da final, aquela é uma experiência valiosa até os dias de hoje para ele.

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“Foi triste, pelo gostinho de que poderíamos ter ganhado. Mas fiquei feliz por ter jogado com os melhores do mundo. Por enfrentar Jorginho, Kanté, o Thiago Silva, que eu só tinha visto pela televisão… Estar ali, duelando, marcando eles, eles também me marcando, correndo. Foi um jogo emocionante, que foi para a prorrogação, com um pênalti no final. Vai ficar marcado para sempre na minha vida.”

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Quatro anos depois, muita coisa mudou em Danilo e na Seleção. Ele vive no Botafogo o que chama de “melhor momento da carreira”. Com dez gols marcados na temporada, é um dos melhores jogadores do futebol brasileiro. A Seleção, por sua vez, reúne um elenco menos consolidado do que na primeira ocasião, o que abriu espaço para ele.

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“Acho que é o contexto geral. Tanto pela idade, por eu ser mais jovem naquela época, por não ter tido as chances que eu tive agora, pelo momento do time também. Na primeira vez que eu fui, o grupo já estava mais fechado”, avaliou. “Nessa segunda, tem jogadores mais jovens. Mas nas duas oportunidades todo mundo me abraçou.”

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Enquanto anda no dia a dia de Seleção com jogadores de sua faixa etária, como Andrey Santos, João Pedro, Endrick e Ibañez, ele aproveitou o tempo ao lado de alguns veteranos, como o outro Danilo (zagueiro, do Flamengo) e Casemiro, para extrair lições importantes para o futebol e para a vida.

Tudo faz parte do processo de amadurecimento de um jogador que precisou aprender muitas vezes de forma dolorosa que as coisas nem sempre vêm rápido. Em 2024, quando estava prestes a iniciar sua terceira temporada pelo Nottingham Forest, da Inglaterra, o meia fraturou o tornozelo.

A lesão o afastou dos gramados por meses, mas fez ele crescer muito fora de campo.

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“No começo foi muito ruim, doloroso. Mas depois foi ficando mais fácil. Eu fui entendendo mais as coisas, foi a hora em que eu amadureci mais também. Fui me fortalecendo, aprendendo a pensar mais positivamente no dia a dia. Depois que quebrei o tornozelo, passei a ter essa mentalidade.”

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É justamente essa a mentalidade que o faz acreditar que, no dia 18 de maio, quando Carlo Ancelotti anunciar a lista dos 26 jogadores que defenderão o Brasil na Copa do Mundo da FIFA, seu nome será chamado. Para muitos, pode ser resultado de uma corrida pela vaga na reta final. Para ele, seria a coroação de uma maratona de anos em busca de um sonho.

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“Seria a minha maior conquista. Por tudo que passou lá atrás, o que vivi desde 2022, por ter ido para a Seleção e achado que teria mais sequência na Seleção e não tive. Ir lá para fora e voltar. Aí você volta, e machuca, e não consegue imprimir o futebol que você sabe que você tem”, refletiu.

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“Mas uma hora o tempo chega. E espero que essa hora seja a minha, com fé em Deus, e que dia 18 a gente possa comemorar”, completou. (Fonte: Fifa)

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