Dirigente diz que pressão e resultados pesaram contra Oswaldo

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Roberto de Andrade (à esquerda), presidente do Corinthians, vinha sendo muito pressionado por conselheiros para reformular o departamento de futebol
Roberto de Andrade (à esquerda), presidente do Corinthians, vinha sendo muito pressionado por conselheiros para reformular o departamento de futebol

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, deu entrevista ontem (15), no Parque São Jorge, para explicar a demissão do técnico Oswaldo de Oliveira. O treinador ficou dois meses na equipe. Nesse período, em nove jogos, o Timão teve duas vitórias, quatro empates e três derrotas. O mandatário estava acompanhado do diretor de futebol Flávio Adauto e do gerente de futebol Alessandro Nunes.
“Estamos aqui comunicando que o Oswaldo, a partir de hoje (ontem, dia 15 de dezembro), deixa de ser nosso treinador. Tivemos reunião, conversamos bastante. Achamos melhor não dar continuidade ao trabalho. Agradeço pelo tempo que ficou conosco. Às vezes o futebol nos prega surpresas”, declarou o mandatário do Corinthians.
O fraco desempenho pesou na decisão da diretoria de demitir o treinador. O presidente do Timão, que era um dos defensores do trabalho de Oswaldo, explicou:
“Quando resolvemos contratar o Oswaldo, a gente acreditava no trabalho dele por conta dos grandes trabalhos, dos vários títulos. Logicamente que a pressão, esse contra de todo mundo e os resultados pesaram. Logicamente que a gente sabia que era pouco tempo, mas a resposta dada nesses dois meses de trabalho não foi o mínimo que esperávamos”, falou o mandatário.
Roberto de Andrade foi quem bancou a contratação de Oswaldo de Oliveira em outubro deste ano. Houve até um mal-estar com Eduardo Ferreira, então diretor adjunto de futebol, por causa da contratação. Ele ficou chateado por não concordar e não ter sido consultado sobre o acordo e pediu para deixar a diretoria alvinegra antes mesmo da chegada do treinador.
“Sabemos que podemos ter errado, mas persistir no erro é pior ainda. A ideia é de que fique cinco ou dez anos. Mas para isso acontecer você precisa de resultado. Se não tem, fica difícil. Se o elenco não funciona, você tem que mexer também. É o que vamos fazer”, admitiu Roberto.
O Corinthians, que ficou sem vaga na Taça Libertadores do ano que vem, vai realizar sua pré-temporada de 2017 no Torneio da Florida, nos Estados Unidos.
PRÓXIMO TÉCNICO
Definida a demissão de Oswaldo de Oliveira, a diretoria do Corinthians parte agora em nome de um novo técnico para a equipe. Nos bastidores, Guto Ferreira, do Bahia, e Vanderlei Luxemburgo, desempregado, são os mais cotados.

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