
O Santos não desiste da ideia de ganhar tudo em 2011, antecipando as comemorações de seu centenário de fundação, no ano que vem, embora o time realize campanha de candidato ao rebaixamento no Campeonato Brasileiro. O técnico Muricy Ramalho puxa a fila dos otimistas, dizendo que só será possível fazer uma avaliação das reais possibilidades santistas na competição depois de realizados os dois jogos atrasados – diante do Fluminense, no próximo dia 24, na Vila Belmiro, e Grêmio, em 5 de outubro, em Porto Alegre.
Também o capitão Edu Dracena diz que é cedo para o campeão continental jogar a toalha. “Ainda restam muitos jogos. Temos quer acreditar”, resumiu o zagueiro. Para o experiente Léo, com os títulos conquistados e a presença assegurada na Copa Libertadores da América de 2012, o Santos não está pressionado pela necessidade de ganhar o Brasileiro e por isso ainda vai deslanchar.
“Não temos outra coisa para fazer antes do Mundial de Clubes. Podemos nos concentrar inteiramente no Brasileiro”, argumentou o lateral-esquerdo, reconhecendo que não dá mais para adiar o início da recuperação. “É preciso reconhecer que a situação está ficando cada vez mais complicada, mas temos que procurar o caminho para mudar as coisas”.
Com 15 pontos ganhos em 39 disputados, o Santos é o 14.º colocado do Brasileirão, 18 atrás dos líderes Corinthians e Flamengo e apenas dois acima do seu adversário deste sábado, o Atlético Goianiense (17.º e primeiro dentro da zona de rebaixamento, com 13 pontos). Mesmo que some os seis pontos dos dois jogos remarcados, o Santos ainda vai ficar a 12 dos ponteiros e terá que realizar campanha perfeita para atingir a média de 74 pontos dos últimos campeões brasileiros.
Apesar da confiança do treinador e de importantes titulares, há outros motivos para preocupação. O Santos é o pior visitante do Brasileirão, com apenas um ponto ganho no empate com o Cruzeiro, em Minas Gerais, e nem mesmo com o retorno de Neymar, Paulo Henrique Ganso e Elano da Copa América conseguiu iniciar a prometida reação.



