
Apesar da eliminação precoce na Copa América, com a derrota nos pênaltis para o Paraguai no último domingo, o técnico Mano Menezes tratou de valorizar a renovação feita por ele neste primeiro ano no comando da seleção brasileira. Mas também indicou que fará algumas mudanças já na próxima convocação, marcada para acontecer no próximo dia 25, quando divulgará a lista para o amistoso de agosto contra a Alemanha.
“Fizemos uma transformação bastante grande para esse primeiro ano de trabalho. E você precisa fazer isso com cuidado porque, quando se sai de uma competição, a avaliação que se tem sobre os jogadores que chegaram não é a mesma se nós tivéssemos vencido”, afirmou Mano. “Essa transformação é cuidadosa justamente para proteger aqueles que nós entendemos que têm um potencial grande e vão chegar com a gente em 2014. Vamos continuar com essa linha, tomando cuidado para não fazer nada apressadamente”.
Mas Mano reconhece que a sua primeira competição oficial no comando da seleção terá um peso grande na sequência do trabalho. “A Copa América é uma referência, uma etapa importante de avaliação, porque nós não teremos muitas competições oficiais até 2014 e ela segue os moldes de uma Copa do Mundo no sistema de disputa”, explicou o treinador. “As avaliações não vão levar em conta o jogador que perdeu um pênalti, que cometeu uma falha. Vai ser levado em conta o todo, para não sermos injustos”.
Para o amistoso contra a Alemanha, no dia 10 de agosto, em Stuttgart, ele deverá chamar um grupo um pouco diferente do que esteve na Copa América. “Vamos respeitar algumas questões da Copa América porque ficamos com os jogadores 35 dias e alguns estão voltando para a Europa. Também vamos levar em consideração a Alemanha, que é um time forte e fez uma boa Copa do Mundo”, admitiu Mano.
Depois da Alemanha, o Brasil fará dois amistosos com a Argentina em setembro, quando terá apenas jogadores que atuam em clubes brasileiros, e ainda enfrentará Espanha e Itália até o final do ano. Um calendário que vai exigir bastante da seleção, exatamente como Mano quer. “Queremos que a exigência seja alta, queremos medir nossa capacidade contra adversários fortes, mesmo com o risco do resultado, que sempre cria uma pressãozinha externa maior”, avisou.



