
Em defesa da democracia e contra atos de destruição ocorridos neste domingo (8) em Brasília, movimentos populares ocuparam ontem a Avenida Paulista, em São Paulo. A praça da Cinelândia, no centro da capital fluminense, também foi tomada por manifestantes. Eles pedem a punição dos invasores das sedes dos Três Poderes da República – Palácio do Planalto, Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal (STF).
A principal frase de ordem ouvida no protesto é “sem anistia”, em referência à responsabilização dos que promoveram, incentivaram ou financiaram os atos na capital federal. Natália Szermeta, da coordenação nacional do Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e presidente da Fundação Lauro Campos, avaliou como “necessárias e contundentes” as medidas adotadas até o momento pelos representantes dos Três Poderes. Os manifestantes também pedem a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Mais do que as respostas institucionais, o povo brasileiro, que elegeu Lula, precisa ir às ruas, se manifestar e garantir uma democracia viva e que respeite a liberdade de expressão das pessoas, sejam individualmente ou politicamente, seja de crítica ou de apoio ao governo, mas dentro do que é permitido na democracia brasileira”, disse Natália à imprensa.
As ações de vandalismo em Brasília levaram à depredação do patrimônio público e destruição de peças de incalculável valor cultural e histórico. Os participantes do ato na capital federal não aceitam o resultado das eleições de outubro, que conferiu a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pretendiam um golpe militar no país.



