Oposição diz ter assinaturas para CPI

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Líder do PSDB, senador paranaense Álvaro Dias “ninguém assinou sem pensar muito. Todos da base pensaram muito, relutaram bastante”

Brasília

O líder do PSDB, senador paranaense Álvaro Dias, já conseguiu as 27 assinaturas necessárias para o requerimento de criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) dos Transportes no Senado. Quatro senadores foram os últimos a assinar o pedido: Reditario Cassol (PP-RO), suplente de Ivo Cassol, Ricardo Ferraço (PMDB-ES), João Durval (PDT-BA) e Zezé Perrela (PDT-MG).
O objetivo é investigar as denúncias de superfaturamento de contratos e cobrança de propina nos Transportes e no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). A abertura da CPI franqueará aos parlamentares o acesso aos dados dos sigilos bancário, telefônico e fiscal dos futuros investigados.
Além das 15 assinaturas dos senadores do PSDB e DEM, o líder tucano contou com a adesão de senadores de postura independente na Casa, como Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Pedro Simon (PMDB-RS), Roberto Requião (PMDB-PR) e Ferraço. Da base aliada, também avalizaram a CPI três senadores do PDT e o senador Sérgio Petecão (PMN-AC)
AÇÃO GOVERNISTA
O governo vai trabalhar para que os senadores da base aliada que assinaram o documento de criação da comissão parlamentar de inquérito que irá investigar denúncias de corrupção e desvio de verbas no Ministério dos Transportes retirem suas assinaturas.
Depois que os oposicionistas anunciarem que alcançaram as 27 assinaturas necessárias para a instalação da CPI com o apoio de 11 governistas. O líder do governo na Casa, senador Romero Jucá (PMDB-RR), disse que vai procurar os dissidentes.
“O governo não teme a CPI, mas nenhuma CPI é boa para o governo. Vamos conversar com membros da base para ver a possibilidade de retirada de assinaturas”, afirmou o líder. Jucá disse ainda que cada senador tem o direito de assinar, mas lembrou que ela é um instrumento da oposição.
O senador Lindberg Farias (PT-RJ) disse que a presidente Dilma Rousseff está preparada e acusou os membros da base que assinaram o requerimento de quererem chantagear o governo. “Tem gente contrariada na base, a CPI é um movimento de chantagem. Que venha a CPI, foi a presidente quem começou a investigar”.
É justamente com os governistas contrariados que a oposição conta para manter o número de assinaturas necessárias para a instalação da comissão. Pelo regimento, é preciso haver uma conferência das assinaturas para que o requerimento seja lido em plenário. Isso deve ocorrer hoje, quando começará a correr o prazo até a meia-noite para que os senadores assinaram o documento possam retirar o apoio.
O líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), disse que o governo não conseguirá convencer os dissidentes a voltar atrás. “Ninguém assinou sem pensar muito. Todos da base pensaram muito, relutaram bastante. Há ainda um espaço de indignação mesmo dentro da base aliada do governo”. (Agências Brasil e Estado).

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