Denúncias derrubam mais seis pessoas

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Escolha dos demitidos desta terça, 19, foi cirúrgica: a maioria é vinculada ao secretário-geral do PR, Valdemar da Costa Neto (foto) e ao ex-ministro Alfredo Nascimento

Brasília

A prometida “faxina” no Ministério dos Transportes atingiu mais seis pessoas. Foram demitidos ontem, 19, quatro funcionários do ministério e dois do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Agora, já são 13 os funcionários afastados desde a revelação do suposto esquema de corrupção dentro dos Transportes, no começo do mês.
A escolha dos demitidos de ontem foi cirúrgica: a maioria é vinculada ao secretário-geral do PR, Valdemar da Costa Neto, e ao ex-ministro Alfredo Nascimento, que pediu demissão duas semanas atrás e assumiu a presidência do partido. No rateio do poder ministerial pela coalizão de 18 partidos, o PR é o partido que ficou com a pasta dos Transportes.
As demissões de ontem foram acertadas pelo ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, com a presidente Dilma Rousseff, em reunião na segunda-feira, 18, no Palácio do Planalto. As exonerações não devem parar por aí.
A expectativa é que novos nomes sejam anunciados entre a quarta-feira, 20, e a sexta, 22, incluindo o diretor de Infraestrutura Rodoviária do Dnit, o petista Hideraldo Luiz Caron, e mais assessores ligados ao PR dentro do ministério, entre eles Eduardo Lopes, indicado pelo deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), e apadrinhados do ex-ministro Alfredo Nascimento.
Do Ministério dos Transportes foram exonerados José Osmar Monte Rocha, Estevam Pedrosa, Darcy Michiles e Maria das Graças de Almeida. Caíram no Dnit Luiz Cláudio dos Santos Varejão, coordenador-geral de Operações Rodoviárias – este, subordinado a Caron, e Mauro Sérgio Fatureto, coordenador de Administração Geral. Varejão e Fatureto fazem companhia a outros superiores afastados do Dnit, o diretor-geral, Luiz Antônio Pagot, e o diretor-executivo, José Henrique Sadok de Sá.
São pessoas que mantinham influência dentro do ministério. Atuavam na parte burocrática e na execução dos projetos da pasta. Eram assessores considerados “olheiros” do PR dentro do governo. A saída deles, espera o Palácio do Planalto, deve desestabilizar a organização do suposto esquema montado ao longo dos anos. (Fonte: Agência Estado)

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