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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta médica no início da noite desta quinta-feira (1º) e deixou o Hospital DF Star, em Brasília, pouco depois das 18h40. O destino, no entanto, não foi sua residência, como pleiteava a defesa, mas sim a sede da Polícia Federal, onde ele retornou para continuar cumprindo a pena de 27 anos de prisão a que foi condenado por crime de golpe de Estado.
A volta ao regime fechado ocorreu horas após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar um novo pedido de prisão domiciliar humanitária protocolado pelos advogados do ex-mandatário.
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A decisão de Moraes
Ao indeferir a solicitação, Alexandre de Moraes desmontou a tese da defesa de que a estrutura carcerária da PF seria incapaz de atender ao pós-operatório. O ministro argumentou que os advogados não apresentaram “fatos supervenientes que pudessem afastar” as razões para a manutenção da prisão.
Contrariando o relatório da defesa que citava riscos de AVC e pneumonia, Moraes destacou que a condição de saúde de Bolsonaro não se agravou.
“Diferentemente do alegado pela defesa, houve um quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentindo, após a realização de novas cirurgias eletivas”, despachou o ministro.
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Logística da Saída
A operação de transferência foi discreta e com forte esquema de segurança. Bolsonaro deixou o complexo hospitalar em uma viatura descaracterizada da Polícia Federal, escoltada por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal.
Minutos antes da saída do comboio, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também foi vista deixando o local.
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Histórico da Internação
Bolsonaro estava internado desde a véspera do Natal (24 de dezembro), com autorização judicial. Durante os oito dias de hospitalização, ele foi submetido à sua oitava cirurgia desde o atentado de 2018.
Procedimentos: O foco principal foi a correção de uma hérnia inguinal bilateral. Além disso, a equipe médica realizou intervenções no nervo frênico na tentativa de controlar crises crônicas de soluços que acometem o ex-presidente.
Saúde Mental: Durante a internação, médicos chegaram a confirmar à imprensa que Bolsonaro solicitou o uso de antidepressivos devido à oscilação de humor provocada pelos espasmos constantes.
Com a decisão do STF e a alta médica, o ex-presidente retoma a rotina na cela da Polícia Federal, onde cumpre a sentença imposta pelas investigações sobre os atos antidemocráticos.
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