Operação prende três e volta a mirar atuação do tráfico no Bom Pastor, em Rondonópolis

Investigação iniciada após um flagrante resultou em oito ordens judiciais cumpridas também em Poxoréu; Polícia Civil ainda apura outros envolvidos

- PUBLICIDADE -spot_img

Leia Mais

- PUBLICIDADE -
(Foto: reprdoução)

.

A análise de aparelhos celulares apreendidos durante uma prisão em flagrante levou a Polícia Civil a identificar outros suspeitos e deflagrar, nesta quinta-feira (23), a Operação Asfixia, em Rondonópolis e Poxoréu.

Três investigados foram presos preventivamente e cinco mandados de busca e apreensão foram cumpridos. As oito ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo) – Polo Rondonópolis.

Segundo a Polícia Civil, o grupo é investigado por envolvimento com o tráfico de drogas e associação criminosa. As diligências apontam que parte da atuação estaria concentrada na região do bairro Bom Pastor, em Rondonópolis.

Durante as buscas, foram apreendidos entorpecentes, aparelhos celulares, dinheiro, balanças de precisão e outros materiais. A quantidade e os tipos de drogas encontrados, entretanto, não foram informados até o momento.

.

(Foto: reprdoução)

.

Investigação começou com prisão em flagrante

O ponto de partida da investigação foi a prisão em flagrante de um suspeito por tráfico de drogas em Rondonópolis.

Na ocasião, os policiais encontraram porções de entorpecentes, dinheiro, balanças de precisão, celulares e outros materiais que, conforme a investigação, estavam relacionados à comercialização de drogas.

Com autorização judicial, o conteúdo armazenado nos aparelhos foi extraído e analisado. As informações permitiram aos investigadores identificar outras pessoas que supostamente faziam parte do esquema.

A Polícia Civil não informou quando ocorreu esse flagrante, em qual bairro o suspeito foi preso nem a quantidade de entorpecentes apreendida naquela primeira ação.

.

(Foto: PC-MT)

.

Mensagens e dados dos celulares embasaram os mandados

O conteúdo dos aparelhos apreendidos foi utilizado para reconstruir contatos e possíveis relações entre os investigados.

Segundo a Polícia Civil, o aprofundamento das diligências reuniu elementos suficientes para solicitar à Justiça as prisões preventivas e os mandados de busca cumpridos nesta quinta-feira.

O material recolhido na Operação Asfixia também será submetido à análise. A expectativa é que celulares, documentos e demais objetos ajudem a esclarecer a função atribuída a cada investigado e indiquem se outras pessoas participavam da distribuição e venda dos entorpecentes.

As prisões têm natureza cautelar e não representam condenação definitiva.

.

Bom Pastor já havia sido alvo de outra operação neste ano

A Operação Asfixia volta a colocar o bairro Bom Pastor no centro de uma investigação relacionada ao tráfico de drogas.

Em maio deste ano, a Polícia Civil realizou no bairro a Operação Continuum, que previa o cumprimento de 19 ordens judiciais contra uma célula de facção investigada por tráfico, extorsão de comerciantes e exploração de jogos de azar.

Naquela apuração, dez suspeitos foram identificados como possíveis integrantes do grupo, com funções relacionadas à distribuição de drogas e ao recolhimento do dinheiro obtido com as vendas.

A Operação Continuum, por sua vez, foi apresentada como desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025 contra suspeitos que atuavam no Jardim Tropical. Na ocasião, foram expedidas 38 ordens judiciais.

A Polícia Civil não esclareceu se os alvos da Operação Asfixia possuem ligação com os grupos investigados nas operações Continuum e Impetus. Até o momento, a relação confirmada entre os casos é apenas a concentração das investigações mais recentes na região do Bom Pastor.

.

(Foto: PJC-MT)

.

Buscas também foram realizadas em Poxoréu

As ordens judiciais foram cumpridas em endereços de Rondonópolis e Poxoréu, com apoio das delegacias de Primavera do Leste e Poxoréu.

A Polícia Civil não detalhou quantos mandados foram cumpridos em cada município nem informou se os três investigados presos foram localizados na mesma cidade.

Também não foram divulgados os endereços das buscas ou as identidades dos alvos. A preservação dessas informações pode estar relacionada ao andamento da investigação e à necessidade de análise do material apreendido.

.

Apreensões ainda não têm balanço detalhado

Apesar de confirmar a localização de drogas, dinheiro, celulares e balanças de precisão, a Polícia Civil ainda não apresentou um balanço com os valores, pesos e quantidades.

Esses dados são importantes para dimensionar o alcance operacional do grupo investigado e diferenciar materiais utilizados para consumo pessoal daqueles que podem servir como prova da atividade de comercialização.

Os objetos serão incorporados ao inquérito e poderão passar por perícia e extração de dados.

.

(Foto: PC-MT)

.

Investigação busca identificar outros envolvidos

A Operação Asfixia não encerra a apuração. A Polícia Civil informou que as diligências prosseguem para identificar outros possíveis integrantes e aprofundar a análise da estrutura do grupo.

Os investigadores também deverão verificar o fluxo financeiro, os contatos mantidos pelos suspeitos e a eventual participação de outras pessoas no armazenamento, transporte ou venda das drogas.

Novas medidas judiciais poderão ser solicitadas caso o conteúdo dos aparelhos e dos demais materiais apreendidos revele outros envolvidos.

.

- PUBLICIDADE -spot_img

DEIXE UM COMENTÁRIO

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais notícias...

Preparativos: Prefeitura faz reunião para mapear ações para o 7 de Setembro

.Mobilizando-se para os festejos da Semana da Pátria, a Prefeitura de Rondonópolis, por meio da Secretaria Adjunta de Cultura...
- Publicidade -
- PUBLICIDADE -spot_img

Mais artigos da mesma editoria

- Publicidade -spot_img