Governo corre contra o tempo para tentar aprovar MP dos Portos

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Mesmo enfrentando fortes dificuldades com a base aliada no Congresso, o governo vai tentar aprovar a MP dos Portos, medida provisória essencial para a modernização dos portos brasileiros.
A presidente fez um apelo a deputados e senadores. “No sentido que o Congresso Nacional faça um esforço, no tempo que resta, que é até quinta-feira, para aprovar essa que é uma das medidas estratégicas para esse país”, disse Dilma Rouseff.
A sessão que iria votar a chamada MP dos Portos foi encerrada esta semana após muita discussão. A base aliada está dividida. O líder do PMDB, partido governista, apresentou uma emenda que contraria a orientação do Palácio do Planalto. “Na verdade, nós estamos aqui no parlamento para debater, para aprimorar. Existem visões diferenciadas sobre detalhes”, afirma Eduardo Cunha (PMDB-RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados.
A emenda reúne sugestões de mudanças de parlamentares do PT, PSB e PDT, partidos governistas, e também da oposição, e mexe em pontos considerados inegociáveis pelo governo, como a seleção das empresas que vão explorar os terminais, o prazo de renovação dos contratos e a forma de contratação de mão-de-obra.  O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), é contra. “Ela desconfigura a medida provisória, ela quebra a espinha dorsal da medida provisória”, disse.
A MP precisa ser votada no Congresso até a próxima quinta-feira (16). Caso contrário, perde a validade.  A Câmara vai tentar votar na segunda-feira (13). Nos bastidores, o governo reconhece que prefere que a medida provisória perca a validade a que seja aprovada com um texto completamente diferente daquele enviado ao Congresso.
A oposição critica a nova tentativa de votação. “Nós não estamos aqui para atender gosto e vontade do Executivo”, diz Ronaldo Caiado, líder do DEM na Câmara.
A ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, vai negociar até o fim. “Muita saliva, muita conversa. Não perder a oportunidade de desatar este tão grave nó que impede, dificulta e eleva os preços dos produtos brasileiros na competitividade internacional”, afirmou. (Fonte: Globo.com)

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