Mais atenção aos idosos

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As últimas pesquisas têm demonstrado que, apesar de ser uma cidade com maioria de pessoas jovens, a fatia de pessoas idosas em Rondonópolis tem crescido significantemente. Reportagem especial do Jornal A TRIBUNA de domingo, 17, evidenciou essa nova realidade. Assim como no Brasil, a população de Rondonópolis também tem envelhecido de forma rápida.
Conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população idosa do Brasil corresponde a 7,4% da população geral. No caso de Rondonópolis, os idosos representam quase 9% da população local. Isso mostra que a média de idosos na cidade é maior que a nacional e, além disso, outros dados mostram que a população idosa municipal tem crescido mais que a população geral.
Esses números servem de alerta para nossas autoridades no sentido de trabalhar políticas públicas voltadas aos idosos. Inclusive, órgãos públicos municipais e a própria Prefeitura devem estar atentos à evolução da população idosa para não ser pega de surpresa com déficits ocasionados com gastos previdenciários. O atendimento social e médico também devem dar maior atenção aos idosos.
Na área de saúde, principalmente, vemos que a população idosa carece de maior atenção do poder público em Rondonópolis. As políticas de saúde pública voltadas à população idosa ainda são muito reduzidas. Com o tempo, o Município teria de pensar até em uma unidade de atendimento médico exclusiva aos idosos. Mas, infelizmente, essa perspectiva está longe de ocorrer, diante da escassez de recursos alegada.
Outra demanda a ser melhorada é na área habitacional. Depois de tanto trabalho e tanta colaboração em prol do Município e da Nação nada mais justo que essas pessoas pudessem ter o lar próprio pra viver os últimos tempos, especialmente para aqueles com condições físicas e psíquicas. Diga-se de passagem que a expectativa de vida dos nossos idosos está cada vez maior. Por outro lado, a renda dessa população idosa ainda é tida como baixa.
É uma alegria saber que, com mais qualidade de vida, o número de rondonopolitanos idosos tem aumentado. No entanto, como bem explicitou a gerontóloga Patrícia Pimentel Lopes ao A TRIBUNA, o baixo poder aquisitivo dessa população implica em grandes demandas por saúde, lazer, cultura e educação, que devem ser supridas pelo poder público. Nossos políticos, e até setores econômicos, precisam estar mais atentos à nova formação dessa pirâmide etária de Rondonópolis!

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