
Sem brilho, com sufoco acima do normal, mas mais uma vez sem levar gols – a quarta partida seguida -, o Santos está nas quartas de final da Copa Libertadores. Graças a uma noite iluminada do goleiro Rafael, nesta terça-feira, o time conseguiu segurar o empate por 0 a 0 com o América, no México, beneficiou-se do 1 a 0 na Vila Belmiro e segue a sua rotina de confrontos decisivos. Na próxima fase, o rival deve ser o forte Cruzeiro. Entre os jogos, decisão do Campeonato Paulista contra o Corinthians, a começar por domingo
O palco do jogo de ontem seria o lendário estádio Azteca, na Cidade do México, mas por causa de show da banda irlandesa U2, foi transferido para o La Corregidora, em Querétaro – a 200 quilômetros da capital. Casa nova e a mesma empolgação dos mexicanos, que compraram as 40 mil entradas. Os santistas também marcaram presença. E não menos confiantes.
O jogo limpo foi pregado já na entrada a campo, com música da Fifa e bandeira do “My game is fair play”. Para o Santos, porém, viria uma batalha pela frente. Os fanáticos mexicanos desde o apito inicial vaiaram cada toque dos santistas na bola e empurraram o time. Os dois sustos em quatro minutos deixaram os donos da casa tão empolgados que eles abusaram com gritos de “olé”.
Seria bom provocar um time com jogadores habilidosos e acostumado a decisões? Com tática de administrar o tempo e valorizar a posse de bola, os santistas tiveram 20 minutos de calma, esfriaram a torcida, até o zagueiro colombiano Mosquera carimbar a trave e voltar a esquentar o clima na fria Santiago de Querétaro e seus 13 graus.
Na verdade, um time buscava o gol, o outro administrava o relógio. À beira do campo, Muricy Ramalho tentava pôr ordem na casa. Neymar, Paulo Henrique Ganso e Zé Eduardo quase não viam a bola. O intervalo sem levar gol veio em boa hora, já que o técnico é expert em arrumar o time, como fizera no fim de semana diante do São Paulo – com uma mudança, levou a equipe à decisão paulista. “Temos de sair para o jogo”, disse Neymar.
Sem mudanças, Muricy pediu mais finalizações. Paulo Henrique Ganso obedeceu, acertou a trave em uma cobrança de falta e assustou em cobertura. Enfim, o verdadeiro Santos estava em campo. Neymar já pedalava, irritava. Numa trombada de Reyes nele quase o clima esquentou. Estava tudo bem até o volante Arouca sair, com lesão muscular. Sem seu “dono” do meio, o América voltou a levar perigo. Rafael, em quatro belas defesas, garantiu a vaga.



