
Quando me reconheci
Um quentinho senti
Das angústias fugaz
Ausências costumaz.
Para dentro olhei
Bem profundo reparei
Com carinho me tratei
Me vi, bem sei.
Quando me reconheci
Aprendi a caminhar mais devagar
Olhar as folhas a voar
Contemplar o céu a brilhar.
Quando me reconheci
Alterei a rota, amadureci
Recomecei, reaprendi
Tornei-me dona de mim.
Apoderei-me de coragem
Realizei aquela viagem
Amei com toda vontade
Fiz do porto seguro, a amizade.
Assumi minhas fraquezas
Aprendi impor limites, incertezas
Troquei os calçados apertados
Consegui correr para todos os lados.
Ajustei as velas
Desatei os nós, as celas
Segui as águas, sem quedas
Esperando as incertas veredas.
O improvável amanhã me aguarda
Como me reconheci, lidarei com calma
Mantendo a fé e a firmeza de alma
Evoluí, hoje não me amedronta o karma.
(*) Taisa Maiara de Souza P. Bomfim é escritora, especialista em Sociedade, Política e Cidadania pela Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT
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