
O amor é ponto final do não amado.
Ele é e não é; não pode ser explicado.
Quem ama, simplesmente atua
entrega, sem medida, a alma sua.
Quando se tenta explicar e rotular,
ele acaba ganhando uma forma fixa.
O encanto do amor livre se perde no ar
e a abstração já não se justifica.
O amor se mede em chamas intensas,
arde vivo, sem jamais se extinguir;
e o coração, como fornalha imensa,
lá, no âmago, a alma começa a florir,
de onde a energia se lança e se expande,
levando e trazendo sentido ao existir.
(*) Jorge Manoel é jornalista, professor, intérprete e poeta
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