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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã de hoje, quinta-feira (12), a Operação Fourteen para cumprimento de mais de 40 ordens judiciais com o objetivo de desarticular um grupo criminoso dedicado ao tráfico interestadual de drogas, uso de documento falso e lavagem de dinheiro.
Entre as cidades alvo da operação está Rondonópolis, que integra a lista de municípios onde são cumpridos mandados judiciais no âmbito da investigação.
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Mandados em MT e outros estados
Ao todo, são cumpridos 17 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão, além de medidas de quebra de sigilo telefônico, sequestro de bens e bloqueio de contas bancárias vinculadas aos investigados, no valor de até R$ 500 mil.
As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo 4.0 do Juiz de Garantias de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc).
Os mandados são executados nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Monte Verde, Sinop, Primavera do Leste, Alta Floresta, Guarantã do Norte e Rondonópolis, em Mato Grosso. Também há diligências em municípios dos estados do Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
A operação integra o planejamento estratégico da Polícia Civil para 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
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Investigação identificou estrutura organizada
As investigações tiveram início em fevereiro de 2024, após a prisão em flagrante de uma das principais integrantes do grupo, que transportava oito tabletes de pasta base de cocaína em um ônibus intermunicipal.
Com o aprofundamento das diligências, foi identificada uma rede considerada complexa, organizada e hierarquizada para a prática do tráfico interestadual.
Segundo a Polícia Civil, foram identificados três núcleos criminosos principais, liderados por reeducandos que continuavam coordenando atividades ilícitas mesmo enquanto cumpriam pena no sistema penitenciário.
A análise técnica apontou que os investigados mantinham comunicação constante, orientavam novos integrantes e planejavam rotas de transporte de drogas para diversos estados, incluindo Goiás, Espírito Santo e Rio Grande do Norte.
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Modo de atuação e lavagem de dinheiro
De acordo com a investigação, o grupo utilizava métodos para dificultar a ação policial, como uso de documentos falsos, mudanças frequentes de endereço, comunicação cifrada e recrutamento de “mulas” para o transporte interestadual de entorpecentes.
Os envolvidos também realizavam lavagem de dinheiro por meio da movimentação de valores em contas bancárias de terceiros, com o objetivo de ocultar a origem ilícita dos recursos.
O material apreendido durante o cumprimento dos mandados será periciado pela Politec e subsidiará o inquérito policial, que tramita sob sigilo na Justiça. Os presos serão encaminhados ao sistema penitenciário e permanecerão à disposição do Judiciário.
As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos, aprofundar o levantamento patrimonial e mapear as rotas de tráfico utilizadas pelo grupo.
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Significado da operação
O nome da operação faz referência ao capítulo 14 do Livro de Números, passagem bíblica que trata das consequências da desobediência e da rebeldia.
“A investigação da Denarc revelou a atuação de um grupo que, de forma organizada, promoveu a disseminação de drogas, contribuindo para a destruição física, moral e social de inúmeras pessoas.
Assim como no texto sagrado, a persistência na desobediência dos criminosos resultou em punição”, disse o delegado.
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Segundo o delegado responsável pelas investigações, Marcelo Miranda Muniz, a operação representa não apenas a resposta do Estado à criminalidade, mas também a reafirmação de valores de justiça, ordem e restauração.
A Operação Pharus — termo que remete à ideia de “farol” — integra o planejamento estratégico da Polícia Civil voltado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso, com foco na identificação e neutralização de ameaças estruturadas.
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