

Olá, caros e estimados leitores e, em especial, aos palpiteiros dessa nostálgica coluna! A fotografia que serviu de matéria-prima para o nosso desafio desta semana foi mais do que uma imagem: foi uma ponte para o passado, um convite à memória e um reencontro com vozes que marcaram gerações. Assim que a imagem foi publicada, nossos leitores/palpiteiros — verdadeiros detetives da saudade — se manifestaram com entusiasmo, carinho e, acima de tudo, respeito por aqueles que ajudaram a construir a história da comunicação em Rondonópolis.
Logo nas primeiras horas da manhã, ao sintonizar o programa jornalístico de Orestes Miráglia na 105 FM, de grande audiência nas manhãs da cidade, ouvimos o seu relato emocionado. Ele relembrou os colegas de profissão e uma época em que fazer rádio era mais do que um ofício — era uma missão coletiva. Uma rádio de sucesso era feita por uma engrenagem afinada: vendedores de talento, sonoplastas criativos, comunicadores apaixonados e jornalistas que narravam o cotidiano com verdade e emoção.
Os atletas/comunicadores da foto em questão são: Em pé: Aderaldo Francisco de Souza, Clóvis Roberto Balsalobre de Queiroz, Jorge Luiz Martinelli, Antonio Everaldo (Tustão) e Antônio Carlos da Rocha Filho (Tonico Maravilha).
Agachados: Juarez José de Almeida, Hermínio Barreto (J. Barreto) e Yolando Antonio.
Relembrar a trajetória do rádio em Rondonópolis é também homenagear a coragem dos pioneiros. Nos anos 1960, quando a cidade ainda não contava com televisão, jornal ou emissora, a comunicação era feita por alto-falantes — e era o rádio que levava notícias, recados, músicas e esperança país afora. Com a inauguração da Rádio Braniff AM, em 15 de dezembro de 1967, nasceu uma nova era. Vieram os programas sertanejos, os boletins políticos, os recados de amor, as mensagens entre vizinhos e as vozes que se tornaram parte da família.
Os sócios proprietários da empreitada eram Ormindo Pires de Amorim e Antônio Rosa. A montagem da emissora levou cerca de seis meses, envolvendo instalação de equipamentos, construção do estúdio e contratação de locutores. Os primeiros contratados foram Manoel Novaes – com o programa sertanejo Nhô Novais, personagem criado por ele -, Antônio Ribeiro Torres, Benedito Rodrigues da Cunha (B. Cunha) e Nelson Pereira Lopes, que formaram o time inicial da histórica Rádio Braniff. Contratada como secretária da rádio, a jovem cantora da época, Lassimí Franco, criou e apresentou programas na emissora sendo a primeira locutora de Rondonópolis.
Além desses atletas da foto, outros grandes nomes passaram pelas ondas do rádio em Rondonópolis e deixaram suas marcas, tais como: Aroldo Marmo de Souza – o Homem do Plá, com o programa “A Hora do Plá” – , Clóvis Roberto, Vitor Hugo, Antonio Carlos Novaes, Samuel Logrado de Souza, Sebastião Lima, Roldão de Oliveira, Alvandir Bitencourt, Noel Paulino, Canário, Saul Feliz, João Gomes, Chico Alves, Aparecido Neto e sua esposa Lucimar Sesmilo, Orestes Miráglia – devendo ser, dos tempos da Braniff, o único até hoje na ativa no rádio, com sua voz inconfundível, e tantos outros que deixaram marcas profundas nas ondas do rádio e nos corações dos ouvintes.
Essa imagem é mais do que um registro esportivo — é um retrato de uma geração que fez do rádio um elo entre as pessoas, uma companhia fiel nas casas, na zona rural, nos comércios e nos corações dos ouvintes.
Bolas Cheias
E foram muitos os palpiteiros que arriscaram: Lucielene Barros foi direta e certeira: “Aderaldo, Clóvis Roberto, Martineli, Tostão e Antônio Carlos. Agachados: Juarez José, Barreto e Yolando”; e a Adriana Rodrigues reforçou com propriedade e ainda deu contexto: “Time da Braniff: Aderaldo, Clóvis Roberto, Martineli, Tostão, Antônio Carlos. Agachados: Juarez José, Barreto e Yolando Antônio.”
Anísio Dias foi poético e nostálgico: “Vamos ao escrete do rádio: Aderaldo (o Dedé), Clóvis Roberto, Martineli, Tostão, Antônio Carlos. Agachados: Juarez José, Jota Barreto e Yolando Antônio. Esta turma alegrou a cidade de Rondonópolis.”
Robson de Souza foi direto ao ponto e ainda atualizou o placar da vida:
“Aderaldo, Clóvis, Martinelli, Tostão, Antônio Carlos, Juarez José, Jota Barreto, Yolando Antônio. Vivos ainda: Martinelli, Juarez José e Yolando Antônio.”
Silvia Maria Ferreira estreou na coluna com estilo: “Venho participar pela primeira vez da coluna do Matraca. O pessoal da foto é: Aderaldo, Clóvis Roberto, Jorge Martinelli, Tostão, Antônio Carlos, Juarez José, J. Barreto e Iolando.”
Orestes Miraglia, a enciclopédia viva do rádio rondonopolitano e autor da foto foi mais além: “Nunca foi tão fácil a identificação! Em pé da direita para esquerda: Aderaldo Francisco de Souza (Dedé de Senhorinha – operador de áudio/sonoplasta, vendedor e locutor), Clóvis Roberto Balsalobre de Queiroz (diretor geral e comunicador jornalístico), Jorge Luiz Martinelli (operador de áudio/sonoplasta), Antonio Everaldo (Tustão – operador de áudio e vendedor), Antônio de Souza Rocha Filho (Antonio Carlos, comunicador jornalistico, vendedor, gerente e narrador esportivo). De cócoras: Da esquerda para direita: Juarez José de Almeida (comunicador musical e repórter de campo), Herminio J. Barreto (J. Barreto, comunicador musical e narrador esportivo), Yolando Antonio (popular Bobusca, operador de áudio, vendedor). Dos oito apenas Jorge Martinelli, Juarez José e Yolando Antonio estão vivos. Ah, a foto foi tirada na quadra de futebol de salão da Escola Sagrado Coração de Jesus, pelo fotógrafo e também radialista Orestes Miraglia. Quero o prêmio em dobro!” . Ka, ka, ka, com informação mais do que privilegiada como testemunha ocular da história, suspeito confesso, pelas regras da Coluna nem vai para o sorteio – e ainda reivindica o prêmio em dobro. E não adianta apelar com recurso, dr. Orestes…O juiz aqui é o próprio Matraca.
Jorge Luiz Martinelli, que está na foto e ainda está na ativa, mandou com orgulho lá de Santa Helena de Goiás: “Época boa! Estou nessa foto. Sou um dos três que estão vivos. Parabéns pelo trabalho! O time do Jornal A Tribuna era nosso freguês. Só levava couro na quadra da ABR.” Esse é craque dentro e fora da quadra — e ainda sabe provocar com classe! –. Mas também foi desclassificado do sorteio, por soltar fakenews, pois o time do A TRIBUNA era imbatível, segundo declara aqui o Mestre Almir, zagueirão que só deixava passar a bola…o adversário ficava.
MAIS PALPITEIROS
Os que tentaram, mas falharam por não terem completado com exatidão a escalação, não vão receber o troféu Bola Murcha desta vez pelo bom desempenho e pelo esforço.
O Joel Colecionador, um craque do Túnel do Tempo deu uma escorregada: ““Vai aí o time da Rádio Clube: Aderaldo, Clóvis Roberto Balsalobre de Queiroz, João Gomes, Tostão e Antônio Carlos Rocha Filho. Agachados: Juarez, Jota Barreto e Yolando Antônio. Em 1979 ou 80, na quadra do Sagrado Coração de Jesus.”
Maurílio Fagundes também trocou o Martinelli pelo João Gomes, outro craque da comunicação que se aposentou dos microfones.
Os fiéis palpiteiros da coluna Dr. Ednaldo e Reinaldo Aguiar, acertaram alguns nomes, mas não completaram a escalação. Já o Leonésio Nunes disparou com firmeza: “Aderaldo, Antônio Carlos, Sebastião Castilho, Iolando António, Jota Barreto, Tostão, Juarez José de Almeida e Clovis”, sendo também derrubado da cumbuca matraqueana pela troca do Martinelli pelo Castilho, que é mais um craque que ainda está na ativa.
E ainda deve outros palpiteiros que passaram longe. Vão ter que estudar mais sobre a história da comunicação em Rondonópolis.

O palpiteiro sorteado
Com esses ilustres leitores da Coluna – menos os desclassificados-, que acertaram em cheio esses nomes históricos da nossa comunicação, escalando o time da Rádio Clube, a cumbuca girou e premiou justamente a estreante como palpiteira, a Silvia Maria Ferreira. Ela pode passar na recepção do A TRIBUNA e pegar o Vale-Brinde para aquele prato delicioso do CUPIM NA TELHA.



