

1- SENHORAS E SENHORES
o nosso PAPO POLÍTICO volta ao assunto explorado na Coluna anterior de que “o caldeirão está fervendo no PL de Mato Grosso”, em meio às movimentações das suas lideranças para a disputa eleitoral do próximo ano. E coloca fervura nisso!
Tudo indica que a ala do senador Wellington Fagundes até procurou minimizar o entrevero e colocou “pano quente” na situação, não alimentando o debate publicamente. Mas, pelo outro lado, a ala que defende a candidatura ao senado do atual deputado federal José Medeiros, não se contentou mesmo com a investida do senador Wellington, juntamente com o presidente do PL estadual, Ananias Filho, para já irem articulando uma aliança com o MDB visando as eleições do próximo ano.
É bem claro que o senador procura compor a aliança com o MDB para fortalecer ainda mais a sua candidatura ao governo de Mato Grosso, mas também viabilizar a candidatura da sua nora Janaína Riva ao Senado.
O “xis” da questão está ai, na disputa das duas vagas ao Senado, quem fará a dobradinha com o governador Mauro Mendes (UB)?. Os bolsonaristas tradicionais não abrem mão do nome de José Medeiros; enquanto Wellington Fagundes quer garantir o apoio de Mauro Mendes à sua candidatura a governador, e de quebra quer a deputada estadual Janaína Riva, que presidente o MDB estadual, disputando a outra vaga (e não o Medeiros). E é neste cenário que o caldeirão está fervendo dentro do PL de Mato Grosso.
NO INÍCIO DESTE MÊS
o grupo de José Medeiros esteve em Brasília para contrapor a reunião que Wellington teve com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e marcou sua posição – como foi analisado no PAPO passado.
E agora, na última terça-feira, 23, durante encontro dos prefeitos do PL em Brasília, a comitiva bolsonarista de Mato Grosso foi até mais ampliada e, não deixou por menos, voltou a se reunir com o Valdemar Costa Neto.
Estiveram na reunião, além dos prefeitos de Rondonópolis, Cuiabá e Várzea Grande, respectivamente Cláudio Ferreira, Abilio Brunini e Flávia Moretti, os deputados federais Rodrigo da Zaeli, Coronel Fernanda e o próprio José Medeiros. Posaram até para foto junto com o Valdemar (publicada no A TRIBUNA), e foram intransigentes, afirmando “a impossibilidade completa do PL marchar junto ao MDB nas próximas eleições”.
Sem dúvida que a quebra de braço no PL é pesada. De um lado, a sua maior liderança no Estado, o senador Wellington Fagundes; do outro lado, um núcleo bolsonarista da gema, com os deputados federais e os três prefeitos dos principais colégios eleitorais do Estado (Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis).
A situação realmente requer muito jogo de cintura e engenharia política para resolver, afinal estará em disputa, principalmente, a sucessão do governo Mauro Mendes e duas vagas para o Senado da República.
E os cientistas políticos mato-grossenses reconhecem que o senador Wellington sabe tudo do jogo, tem muita matreirice para conciliar rebeldias, mas também consideram que, desta vez, ele está numa sinuca de bico.
Como fazer para não dispensar o apoio do MDB à sua candidatura de governador, que é o seu grande sonho? Uma coligação ainda aglutinando o União Brasil (do Mauro Mendes) e o Podemos (do vice-governador Otaviano Pivetta – que desistiria da sua candidatura ao governo), poderia até já encomendar o terno da posse no Palácio Paiaguás, em janeiro de 2027.
Mas aí teria que “combinar com os russos” – a frase histórica do saudoso Mané Garricha, na copa de 1958. Que neste caso seria acertar com esse núcleo forte de bolsonaristas, que considera o MDB o verdadeiro adversário da direita em Mato Grosso – até mais que o PT, de Luis Inácio LULA da Silva.
Este grupo joga na cara, em qualquer reunião, todas as posições tomadas pelo MDB, desde Carlos Bezerra, que considera desfavoráveis ao movimento de anistia para beneficiar o ex-presidente Bolsonaro, condenado a quase 28 anos de prisão, e para todos os presos de 8 de janeiro, pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O grupo tem esse movimento como a pacificação do país, anistiando Jair Bolsonaro, mas considera o MDB hoje presidido regionalmente pela nora de Wellington, Janaína Riva, “como radicalmente contra”.
No clima atual, a melhor atitude mesmo do PL é tirar o assunto do debate público, procurar lavar a roupa suja em casa e costurar os acordos em bastidores até o início do próximo ano. Será que os dois lados aceitam a trégua?.
2- AINDA FALANDO NESTA
crise no PL (partido de Jair Bolsonaro, Valdemar Costa Neto, Wellington Fagundes e do prefeito de Rondonópolis Cláudio Ferreira), a Coluna chama agora para a nossa discussão local. O que se vislumbra em Rondonópolis é que o pivô da crise está justamente por aqui.
Lembram Senhoras e Senhores, que na campanha eleitoral de 2024, o PAPO POLÍTICO sempre analisou que o grupo do então deputado estadual Cláudio Ferreira não foi bem recebido pela maioria dos membros do diretório municipal do PL, inclusive houve uma grande dissidência e os seus principais dirigentes, todos aliados de primeira hora do senador Wellington Fagundes, foram apoiar a candidatura a prefeito de Thiago Silva (MDB), inclusive o próprio presidente Jean Carlos Lino.
E quem convidou todo esse povo para o palanque emedebista foi justamente a nora do senador, a Janaína Riva, que, inclusive, no lançamento da campanha ainda discursou que também levaria o sogro para a campanha de Thiago Silva.
Que não houve o envolvimento do grupo de Wellington Fagundes, e nem o presidente regional do PL, Ananias Filho, na campanha a prefeito de Cláudio Ferreira ficou muito claro. Ananias, numa entrevista à uma emissora de rádio chegou a criticar a formação da chapa de vereadores do PL e elogiou a chapa de vereadores do Thiago Silva, ressaltando que conquistaria um maior número de vagas (de 5 a 6 vereadores).
Na verdade, os principais dirigentes do PL pareciam não acreditar na candidatura de Cláudio Ferreira. E o resultado todos sabem…a vitória consagradora do prefeito eleito.
3- A ELEIÇÃO DE
Cláudio Ferreira para prefeito de Rondonópolis, da forma que foi, consagradora, parece que ainda não foi suficiente para solidificar a sua imagem como a maior figura local do partido, principalmente no cargo de presidente do diretório.
E o Cláudio vem demonstrando que exige ser reconhecido pelo feito e pela sua atual importância. É o prefeito da maior economia do interior de Mato Grosso, uma cidade com 265 mil habitantes, e que nestes primeiros quase 9 meses de administração, ele vem se despontando como grande administrador.
São muitas mudanças, como prometeu em campanha, que vêm ocorrendo no município. E dentro do seu PL o clima ainda não é harmônico, pois o presidente regional Ananias Filho parece que quer desafiar, além do prefeito, o próprio presidente do diretório, e colocar de cima para baixo a regra para definir as candidaturas locais para a Assembleia Legislativa.
Foi infeliz politicamente o Ananias em trazer a público através da imprensa, de que em Rondonópolis o partido só lançaria duas candidaturas, “um homem e uma mulher”.
Quem acompanha a política local sabe que ele se referia às pré-candidaturas do assessor do senador Wellington Fagundes, o ex-vereador José Marcio Guedes, e a da vereadora Luciana Horta, que também é ligada à sua ala.
Pegou mal para o presidente do diretório local, Cláudio Ferreira, que nem ouvido foi e tem pretensões de formar o seu grupo político. E ai, parece que foi mesmo acender o pavio do barril de pólvora.
O PREFEITO CLÁUDIO FERREIRA
vem se projetando politicamente, diante de uma administração diferenciada na última década em Rondonópolis. E passados esses primeiros meses, quando enfrentou um orçamento inteiramente engessado pelo seu antecessor José Carlos do Pátio (PSB), que o impedia de investir conforme planeja para alguns setores, agora já começa a mostrar mudanças significativas na forma de governar o município.
Está atraindo grandes investidores, aberto à reuniões com empresários (o que não acontecia na administração patista), já deu uma cara nova na área da Saúde, e promete muito mais para atender a população usuária; melhoras profundas na área da Educação; do Trânsito, já assinalando com obras estruturantes na mobilidade urbana, com construção de viadutos e com a sinalização eletrônica; um amplo projeto de paisagismo para embelezar a cidade com o plantio de árvores…chega ao ufanismo de declarar: “Rondonópolis vai virar a cidade mais bonita do Brasil”.
Isto é bom, a população gosta de viver esse entusiasmo sobre a sua cidade. O ritmo que a administração municipal está ganhando tem a aprovação dos seus moradores. O que se espera é que não fique só agora no início, no próximo ano o orçamento vai para 2,8 bilhões, e o prefeito Cláudio Ferreira tem tudo para se projetar a nível estadual como uma grande liderança política. Nota-se que ele é ambicioso, e quer justamente isso.
Cláudio Ferreira vislumbra Rondonópolis como o seu trampolim político, quer formar o seu grupo e ser uma liderança forte, portanto não vai mesmo se deixar levar pelas imposições do presidente Regional do PL, Ananias Filho, e nem mesmo do senador Wellington Fagundes.
E nesse quadro, o seu primeiro grito de independência é justamente não aceitar as imposições de pré-candidatos à Assembleia Legislativa sem uma reunião com o diretório da base, o municipal.
E aí é que surge o lançamento do nome da primeira dama e secretária municipal de Promoção e Assistência Social, Alessandra Ferreira, como pré-candidata a deputada estadual. E se não for pelo PL, então será por outra sigla (e ela está cheia de convites de outros partidos).
Neste caso, com a esposa disputando as eleições em outro partido, terá o seu total apoio e, logicamente, ele não poderá estar ainda como presidente do diretório local. Será uma debandada geral, ou uma reviravolta dentro do PL, vindo ordem lá de cima, de Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.
E como ficaria então o senador Wellington Fagundes, que tem tudo para se eleger governador como candidato bolsonarista dentro de um Estado em que a direita é a maior força?! O assunto é complexo e fica mesmo para depois.




Prefeito Claudio é homem de Deus e vai longe.
Ele é honesto e pensa no povo de verdade.
Não fica dando esmolas para ganhar os votos.
Esse prefeito está no mesmo ritmo do Zé do Pátio. Prefeitura tá o mesmo cabidão de empregos sem falar nos vários casos de nepotismo. Não é tudo isso que foi escrito aí não, já se foram 9 meses, e não estamos vendo grandes mudanças.