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Vereadora Kalynka Meirelles: “Sua ida para a Saúde pode vira-peça chave no tabuleiro de candidaturas para as eleições 2026, podendo até mesmo influenciar dentro do PL ou Podemos…”

1 – SENHORAS E SENHORES,

a debandada não para no grupo político do ex-prefeito Zé Carlos do Pátio, que deve trocar o PSB pelo PV em breve, por onde ele deve disputar uma cadeira de deputado estadual na eleição do próximo ano. Mas como vem sendo noticiado nos últimos dias, poucas antigas lideranças aliadas acompanharão o Zé ao novo partido. A debandada vem acontecendo desde o resultado das eleições de outubro do ano passado.

Nesta semana mesmo, como foi noticiado pelo A TRIBUNA, uma aliada de primeira hora, a ex-secretária de Educação Mara Gleibe afirmou que está rompida com Pátio.

“Não faço mais parte do seu grupo político. Aliás, estou rompida com ele desde quando pedi demissão da Secretaria de Educação no final do passado, pouco antes de terminar o mandato”, afirmou ela, que juntamente com a sua família, sempre acompanhou o ex-prefeito nas suas campanhas políticas.

“É uma decisão de família. Sempre apoiamos o Zé. Dessa vez, não estaremos mais. Avaliamos que o ciclo fechou”, atestou ela, que sempre esteve presente nas gestões de Pátio ocupando cargos estratégicos na administração.

Mara evitou falar sobre os motivos do rompimento, mas pelo que se comenta nos bastidores foram acordos não cumpridos pelo ex-prefeito com ela, que disputou sem sucesso uma cadeira na Câmara Municipal na eleição do ano passado.

Aliás, foram vários candidatos à Câmara Municipal que queixaram muito do então prefeito Zé do Pátio, que assumiu a coordenação da campanha do Paulo José, e ditava as regras sem ouvir ninguém, inclusive quando formou a chapa com, estranhamente, apenas 13 candidatos e, como muitos previram na época, acabou mesmo prejudicando no coeficiente eleitoral do grupo na conquista de vagas, e aí sendo, talvez, o maior prejudicado o ex-vereador e seu líder Reginaldo dos Santos, que acabou não se reelegendo.

A FILA DOS QUE

dizem ter fechado o ciclo ao lado de Zé Carlos do Pátio, pelo que se comenta nos bastidores, é longa. O primeiro a puxar a fila e anunciar oficialmente o rompimento, com já comentado aqui, foi justamente o ex-vereador Reginaldo Santos, que ocupou a liderança de Zé do Pátio na Câmara Municipal e tanto de defender o indefensável foi apelidado aqui no Papo Político de “enxugador de gelo”.

Desgastado, Reginaldo, que peitava tudo para defender os interesses do Zé do Pátio, teve o mesmo destino do saudoso Jauri Miranda, que o antecedeu na árdua tarefa de defender o ex-prefeito na Câmara.

Como citamos acima, o Reginaldo não foi reeleito por conta da artimanha maluca do Zé (que sempre era dito como um “grande estrategista político”), e montou a chapa de vereadores do PSB capenga e pesada, composta por cinco vereadores e quatro secretários da gestão.

A chapa só teve os 13 nomes disputando, quando podia ter vinte e dois nomes. Sem dúvida que perdeu alguns milhares de votos, que daria coeficiente eleitoral para reeleger pelo menos o Reginaldo e mais um.

Na sequência da fila, veio o anúncio do rompimento do ex-gestor de Gabinete de Segurança Pública (Gasp), Valdemir Castilho, o Biliu. Discreto e com fama de bom articulador, Biliu desempenhou durante a gestão de Pátio a função de fazer a interlocução entre os vereadores e o executivo municipal.

EM MEIO A ESSAS

baixas seguidas no grupo político de Zé do Pátio, ganhou força esta semana rumores de que o seu fiel escudeiro Paulo José estaria rompido com o seu padrinho político. Entrevistado pelo A TRIBUNA, Paulo José negou o rompimento e tratou tudo como “boatos”. Mas, ele deixou no ar que tem sim um “mal-estar” e até brincou para amenizar a relação estremecida, dizendo: “Mas não há mal-estar que o bom e o velho sonrisal não resolva”.

Apesar de Paulo José tentar amenizar, está claro que há um desconforto grande entre eles, até mesmo porque, pelo que se comenta, Pátio não tem chamado o seu velho companheiro para participar das ‘costuras’ que vem fazendo para o pleito eleitoral de 2026, quando articula tudo para a sua candidatura a deputado estadual.

PORTANTO,

há um evidente climão entre os dois, que se diziam na campanha eleitoral do ano passado ser o “casca de bala” um do outro, em referência a música viral de Thullio Milionário, que celebra a amizade inseparável.
Paulo José sempre teve um papel estratégico nas tomadas de decisões políticas do grupo do ex-prefeito.

Mas, a sua atuação ficou sempre mais restrita aos bastidores. Ao longo de todos esses anos em que esteve ao lado de Pátio, teve várias oportunidades de disputar eleições, como para deputado federal ou para deputado estadual, por exemplo.

Mas, na hora H recuava para atender acordos políticos do líder do grupo, como ocorreu em 2022, quando ele deveria ser candidato a deputado estadual e acabou cedendo o posto para o ex-vereador Roni Magnani.

No ano passado, Paulo José finalmente acabou sendo alçado por Pátio para ser o candidato do grupo para a sua sucessão no comando do Palácio da Cidadania. Mas, ao longo da campanha, diante de várias atitudes desgastantes da gestão do Zé, muitos analistas questionavam se ele queria mesmo a vitória do seu fiel escudeiro. A Coluna chegou a comentar até que a sua presença na campanha eleitoral de Paulo José era igual um elefante numa sala de cristais…quebrava tudo.

Pátio ainda passava impressão de que era ele é quem estava em campanha, para se eleger deputado estadual no ano que vem e tentar voltar à prefeitura em 2028. Nos programas de rádio e tv, o ex-prefeito aparecia mais que o candidato, com o famoso chavão “Vote no Paulo José, que o Zé garante”. Slogan criado por ele.

E assim, ofuscado pelo amigo, Paulo José não conseguiu transmitir durante a campanha para o eleitorado o seu real potencial, a sua condição de se tornar um administrador autônomo, caso eleito prefeito.

Na visão do Papo Político, Pátio realmente nunca quis o crescimento de Paulo José, assim como qualquer outra liderança, temendo ter que dividir espaço de comando dentro do seu grupo político. Para 2026, as intenções de Paulo José pode se chocar com os interesses do Zé.

ENQUANTO

Paulo José disse que pretende concorrer a deputado federal, o ex-prefeito ignora e vem ‘costurando’ um projeto político familiar para o ano que vem, com a sua esposa Neuma de Moraes concorrendo a uma vaga na Câmara Federal. Tudo indica que o Zé não vai garantir mais o Paulo José e um não é mais o casco de bala do outro.

2 – MUDANDO DE ASSUNTO,

estão faltando pouco mais de 13 meses para as eleições do ano que vem, quando serão escolhidos, presidente, governador, senadores, deputados federais e estaduais. Em Mato Grosso, o caminho até outubro de 2026 ainda é cercado por incertezas no tabuleiro do jogo político, com as peças sendo movimentadas a todo instante com vistas à construção de alianças políticas e de candidaturas aos cargos que estarão em disputa.

Em meio a estas movimentações, o eleitor mato-grossense começa a ser inundado por pesquisas e mais pesquisas, apontando as preferências dos mato-grossenses.

Pois é, Senhoras e Senhores, a temporada de pesquisas começou daquele jeito. Cada dia vem uma com um resultado diferente, apontando números totalmente díspares.

Para se ter uma ideia, cada hora tem um vencedor na disputa pela sucessão do governador Mauro Mendes (UB), que tem dois nomes, no momento, se sobressaindo nas articulações para concorrer ao cargo, o senador Wellington Fagundes (PL) e o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Depois do que ocorreu no ano passado, quando os levantamentos de pesquisas foram chamados jocosamente de “Pixquisas”, por trazer o resultado conforme os interesses do contratante, a pergunta que fica é “podemos confiar nas pesquisas eleitorais novamente?” É, meus caros leitores, tudo indica que de tédio, a gente não vai morrer. Sempre teremos novidades nas preferências eleitorais conforme as “Pixquisas”.

3 – ENQUANTO ISSO,

os corredores palacianos da política rondonopolitana não param, afinal de contas 2026 é logo aqui e 2028 é logo ali. Esta semana surgiu a especulação de que a vereadora Kalynka Meirelles (PL) é cogitada para assumir a Secretaria Municipal de Saúde, que vem sendo conduzida, desde o final de maio, de forma interina, pelo secretário municipal de Governo, Mykaell Vitorino.

AO TRIBUNA, Kalynka confirmou que houve, há cerca de 15 dias, uma conversa com o prefeito Cláudio Ferreira sobre a sua disposição em assumir alguma secretaria na gestão, onde teria surgido a possibilidade da Saúde, já que o chefe do executivo tem interesse de que Mykaell fique só na secretaria de Governo.

Se confirmar esta mexida, não só altera o primeiro escalão do prefeito Cláudio Ferreira como também o quadro na Câmara Municipal. É que se concretizando a ida de Kalynka para a Secretaria de Saúde, quem assume a cadeira é o primeiro suplente Reydner Souza, sobrinho do presidente estadual do PL, o ex-prefeito Ananias Filho, com quem o prefeito Cláudio Ferreira vem se ‘estranhando’ por conta dos arranjos políticos para 2026.

A Coluna ouviu de alguns analistas pantaneiros a avaliação de que a possível ida de Kalynka para o staff do prefeito também teria reflexo dentro do PL local, que anda rachado sobre a definição de candidaturas para 2026.

O primeiro suplente do PL na Câmara, Reydner vem apoiando a pré-candidatura a deputado estadual da vereadora Luciana Horta. Mas, com a abertura de espaço para Kalynka assumir a Saúde, o ex-presidente do União Esporte Clube poderia vir apoiar a possível candidatura à Assembleia Legislativa da primeira-dama Alessandra Ferreira, que, com isso, em vez de ir para o Podemos, como se especula, teria mesmo o PL como o seu destino – presidido no município pelo esposo prefeito e no estado pelo tio do Reydner.

Lógico que as candidaturas a governador de Wellington Fagundes pelo PL e do Otaviano Pivetta pelo Republicanos passam por essas análises e projeções. Um apoio do prefeito Cláudio Ferreira é fundamental nesse jogo para o próximo ano.

Vamos aguardar o que vai dar e na próxima semana voltamos com mais informações da montanha-russa que é a política.

 

 

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2 COMENTÁRIOS

  1. Por isso que o cabidão de empregos na prefeitura continua e com muita gente do Zé pendurado. Começa a fazer sentido o que dizem do prefeito, que ele é melancia. Na verdade, todos eles são um bando de oportunistas…. só pensam neles mesmos, em seus próprios interesses. Tá ficando cada vez mais difícil votar, ter que escolher um desses mentirosos.

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