
O jornalista Eduardo Gomes de Andrade, está escrevendo o seu 10º livro, com previsão de que seja concluído em setembro próximo. Ainda sem nome definido, o jornalista explica que o livro vai contar a história de construção de Rondonópolis por um ângulo inédito: a partir da história de cidades da região que viveram o auge e o declínio no ciclo do diamante como Tesouro, Guiratinga e Poxoréu.
Em entrevista ao A TRIBUNA, o jornalista destaca que, apesar de não ter nascido em Rondonópolis, se considera um rondonopolitano e aponta que, reconhece o trabalho de escritores da cidade, da Academia Rondonopolitana de Letras (ARL), que contaram em várias obras a história da cidade e de seus pioneiros, mas que sua intenção é trazer uma visão diferente da construção e desenvolvimento de Rondonópolis, tendo em vista cidades da região que viveram o ciclo do diamante e que tiveram papel crucial para que Rondonópolis se transformasse em uma grande cidade.
“No início da década de 30, os imigrantes correram todos para Poxoréu, Guiratinga, Tesouro por causa do diamante. Aqui em Rondonópolis não havia nada para oferecer. Aqui ficou tudo parado. Uma cidade que tinha nem um ‘trieiro’ aberto no cerrado para ir para Goiânia, outras regiões. Mas Deus ajudou que para Rondonópolis vieram as pessoas de visão. Pessoas preocupadas com o amanhã”, conta.
Eduardo Gomes ressalta que seu livro vai trazer histórias, relatos de como a conjugação dos fatos gerou a grande cidade que é Rondonópolis, que cresceu em meio a opulência do diamante em Poxoréu, Tesouro e Guiratinga, Coreia e Cassununga.
Para contar essa história, o jornalista explica que não se pode falar de Rondonópolis individualizada. Por isso, vai mostrar como o garimpo de diamante na região, a localização geográfica e, principalmente, a força do trabalho de imigrantes fez com que Rondonópolis crescesse.
“Não foi força política, não foi força de intelectualidade que fez Rondonópolis crescer. Foi a força do trabalho e da conjugação de fatores sazonais”, afirma.
“Estou indo para Tesouro para recapitular a história de uma chacina que teve em um cabaré em Tesouro”, exemplifica o jornalista que reforça que a intenção é também contar essas histórias da região e o papel que tiveram na construção de Rondonópolis.
O livro deve contar com capítulos diversificados que trazem a história da cultura local, da estrutura de saúde, dentre outros.
Eduardo Gomes é jornalista há mais de 50 anos e chegou em Rondonópolis na década de 1970. Ele já escreveu 9 livros.



