
Passados 15 dias com a Autarquia Municipal do Transporte Coletivo (AMTC) operando 100% em Rondonópolis, o serviço continua sendo amplamente criticado por usuários.
Apesar do aumento gradativo das linhas em funcionamento que vem sendo feito pela autarquia, quem precisa do transporte coletivo local segue reclamando do mau funcionamento das linhas, com algumas ainda sem funcionar, da demora na espera nos pontos, além da lotação dos coletivos.
Assim como mostrou o A TRIBUNA na semana passada, usuários continuam relatando que há linhas que ainda não funcionam e que os ônibus têm registrado atrasos, com pessoas alegando esperar até 3 horas no ponto por um coletivo.
Também tem usuário que relata que nem sempre o ônibus passa em determinados pontos, obrigando-os a caminhar longas distâncias para chegar ao trabalho, ou utilizar transporte por aplicativos.
Há ainda reclamações de ônibus lotados, especialmente nos horários de pico. “Têm dias que o ônibus está tão lotado que passa direto pelo ponto, porque não tem como entrar mais passageiros”, alegou um usuário.
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O caos relatado já se arrasta há mais de 15 dias, desde que a AMTC passou a operar o serviço. O início dos trabalhos da autarquia operando o transporte coletivo, que começou somente após mais de um ano e meio depois de sua criação, veio envolto em polêmicas, com greve dos motoristas que eram contratados pela Cidade de Pedra e transtornos para quem usa o serviço.
Com um número insuficiente de motoristas contratados, a autarquia começou operar com linhas reduzidas. E, apesar de estar aumentando as linhas em funcionamento gradativamente conforme vem informando, o serviço ainda está deficiente.
MPT APURA CONTRATAÇÃO
Ao mesmo tempo em que o serviço continua causando transtornos diversos para os usuários, o Ministério Público do Trabalho (MPT) em Rondonópolis apura eventual desvirtuamento na contratação da Cooperativa dos Prestadores de Serviço de Sorriso (Coopservs) pela Autarquia Municipal do Transporte Coletivo, além de eventual fraude na constituição da cooperativa e terceirização ilícita. O procedimento foi aberto pelo procurador do Trabalho, Eduardo Rodrigues do Nascimento, no último dia 31 de janeiro.
De acordo com o procurador, os fatos ainda não estão bem esclarecidos, mas envolvem duas questões que merecem atenção. A primeira é em relação a eventual desvirtuamento na contratação da cooperativa de trabalho.
A segunda é em relação à cooperativa vencedora do certame, se é mera intermediadora de mão de obra ou se é uma autêntica cooperativa de trabalho, que atende todos os requisitos da Lei 12.690/2012, a exemplo da identidade profissional de seus cooperados, a prestação de serviços autônomos, a dupla qualidade, a retribuição pessoal diferenciada, a gestão democrática, etc.




