A realidade desejada no mundo da educação, a democracia (I-II)

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(*) Prof. Dr. Ademar

A gestão democrática, a realidade desejada no mundo da educação, como modo pensar, ser e agir que envolve a pessoa por inteira, na política e mediação pedagógica. Desde a antiguidade Grega a democracia, embora naquela realidade escravagista, foi concebida na perspectiva de uma concepção universal, em que o povo constitui o sujeito central.

Embora no tempo moderno, o seu conceito tem conotação relativa, porque implica um modo de representação situada, num contexto e temporalidade histórica. A democracia ampla, faz parte do horizonte e práxis política da vida humana.

Mas na contemporaneidade, o mundo real gira no eixo da contradição, embora a geração reconhece a contribuição da filosofia grega, no apreço da democracia, como parte integrante da organização da sociedade e educação do humano virtuoso, para assumir o destino da pólis. Os sofistas, professores que educavam os jovens para participar na condição justa de igualdade nas decisões na ágora. Na atualidade o antagonismo se acentua, defende-se um estado democrático, mas institui escola cívico-militar, nega a gestão democrática e a formação política na escola.

Enquanto educador de filosofia da educação, compreendo que a escola pública, constitui um espaço significativo do ócio que educa para pensar e fazer a voz da democracia ser ouvida. A educação democrática – cidadania – é condição necessária para o futuro humano, o que requer que a aprendizagem da democracia na escola, passa por uma compreensão de educação, sociedade e humano no sentido de sua vocação ontológica: a liberdade.

A escola precisa estar atenta, com a “nova geopolítica do conhecimento” e educação para a justiça social. Neste contexto, a aprendizagem da democracia, faz-se urgência necessária, porque a organização do trabalho pedagógico e o processo de ensino, exigem trabalho coletivo, bem como diálogo numa unidade dialética nos diferentes contextos dos saberes e conhecimento científico. O fato singular é que a formação da nova geração, implica no desenvolvimento do potencial criador, para tornar-se dirigente da sociedade, sobretudo para assumir o destino da organização da cidade educadora da democracia participativa.

Por isso, a nova geração que adentra o espaço da escola, precisa de formação teórica e exercício da democracia, praticando-a. A democracia constitui fundamento da educação para o exercício da cidadania e participação política, enquanto agente social. Educação, democracia e cidadania, caracterizam um diálogo necessário, que se faz vida na escola. É uma unidade dialética que está na base da formação humana emancipada socialmente.

(*) Prof. Dr. Ademar de Lima Carvalho/UFR

 

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