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1- SENHORAS E SENHORES,
eis que o clima parece não estar nada bom novamente entre o prefeito José Carlos do Pátio, do PSB, e os candidatos a deputado estadual da legenda na cidade, que são os vereadores Marildes Ferreira e Roni Magnani.
No caso de Marildes, se comenta nos bastidores que gente muito próxima ao prefeito e até o próprio Pátio teriam feito de tudo para demovê-la de seu intento de sair para a disputa, como forma de evitar concorrência interna para Magnani, que é o predileto do prefeito.
Então, não é de hoje que ela já vem acumulando algum desgaste com o staff do gestor municipal, e na última Sessão da Câmara ela acabou perdendo a paciência por conta do veto de Zé do Pátio a um projeto seu e o fato de colegas da base do prefeito manobrarem para não derrubar o veto, o que é corriqueiro no Parlamento. Isso gerou um grande desconforto e até um desabafo da candidata pelos microfones da Câmara Municipal na última quarta-feira.

MAS TAMBÉM O
vereador e presidente da Câmara, o Roni Magnani estaria inconformado com o fato de Pátio estar pedindo votos para um candidato a Deputado Estadual de outro partido, o que não o deixou nada contente, pois com isso vê suas chances de eleição serem reduzidas.
O descontentamento de Magnani é por conta de ter acalentado a ilusão de ser o candidato único de Pátio e de ter esperado que o líder do grupo priorizasse sua eleição, mas o que tem visto é que a verdadeira prioridade de Pátio é a eleição de sua esposa, Dona Neuma, candidata à deputada federal, e ele não vem fazendo questão de levar o nome do presidente da Câmara para além dos limites do município, e agora, o que é pior, até pedindo votos para um concorrente de Magnani em Rondonópolis.
Essas rusgas políticas internas são ruins em qualquer período e situação, com prejuízos políticos inevitáveis, mas em períodos eleitorais podem ser fatais para muitos projetos políticos.
2- É INEGÁVEL QUE DIMINUÍMOS
nossa representatividade política nestas eleições, pois não temos nenhum candidato a governador ou vice, como já tivemos em outras eleições, além de termos somente um candidato ao Senado, no caso Wellington Fagundes, do PL, candidato à reeleição.
E, por mais que sejamos uma cidade politizada, nessa eleição corremos até o risco, hipotético, é claro, de não elegermos nenhum deputado federal, e já vamos explicar do que estamos falando.
Atualmente, temos dois deputados federais, que são o veterano Carlos Bezerra, do MDB, e José Medeiros, do PL, e nos dois casos a concorrência pode tirá-los dos seus mandatos.
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É importante dizer que não se trata de nenhuma torcida ou mau agouro, mas apenas de falarmos sobre as possibilidades. No caso de Bezerra, político experiente e que sabe como poucos os caminhos para uma eleição segura, não há dúvidas de que será bem votado mais uma vez, mas dificilmente seu partido, o MDB, conseguirá votos suficientes para manter as três cadeiras que possui na Câmara Federal, que são o próprio Bezerra, Emanuelzinho e Juarez Costa.
A previsão é que eleja dois deputados federais, mas há vários candidatos a serem os mais votados da legenda, além dos três com mandato, como o suplente Valtenir Pereira, apenas para falar dos nomes mais fortes, com a possibilidade de Bezerra ficar em terceiro ou mesmo em quarto entre eles, e ai ficaria de fora da Câmara Federal.
SITUAÇÃO PARECIDA VIVE MEDEIROS,
que também tem tudo para ser muito bem votado e continuar no cargo, mas terá forte concorrência interna e de partidos próximos, que concorrem na mesma faixa de eleitorado, no caso, o eleitor bolsonarista.
No seu partido, aqui em Rondonópolis ele terá como concorrente o ex-vereador Rodrigo da Zaeli, que tem chances reduzidas de eleição, mas tem um potencial enorme de tomar preciosos votos de Medeiros, assim como a Coronel Fernanda, que disputou o Senado contra Medeiros em 2020, sendo aclamada como a candidata do presidente Bolsonaro, e que agora volta e meia vem para Rondonópolis conquistar uns votinhos.
Nessa situação, mesmo sendo bem votado, Medeiros pode não se eleger, caso não seja o primeiro ou o segundo mais votado de sua chapa, pois a tendência é o seu partido manter o mesmo número de deputados que têm hoje, que são dois, no caso o próprio Medeiros e o Nelson Barbudo. Isso sem contar na candidatura da empresária Marchiane Fritzen, do União Brasil, que disputa votos no mesmo eleitorado de Medeiros.
MAS QUEM TAMBÉM
promete tem tudo para ter uma grande votação para a Câmara Federal por aqui é a vereadora Kalynka Meirelles, do Republicanos, que vem se destacando no Legislativo Municipal e poderá ser uma grande surpresa no atual pleito. E ela pode entrar muito tanto no eleitorado do Bezerra e, principalmente, no eleitorado do Medeiros.

3- UM ASSUNTO SOBRE O QUAL
não se fala mais é a situação do prédio construído para ser o campus da Universidade Estadual de Mato Grosso, a Unemat, que foi construído com recursos públicos e privados para abrigar os alunos da instituição em Rondonópolis, mas que até agora não foi entregue e nem deve ser, pois o prefeito Zé do Pátio já anunciou que o máximo que pretende fazer é emprestar algumas salas para a Unemat, o que não mudaria muita coisa em relação à situação atual, já que os cursos são dados em uma escola estadual que cedeu algumas salas para isso.
Mais fácil seria que algum deputado tivesse um lampejo de genialidade e propusesse ao governador Mauro Mendes, do União Brasil, que cedesse logo uma escola estadual para abrigar a Unemat em definitivo, pondo um ponto final nessa situação vexatória que os estudantes da instituição de ensino superior são submetidos, que sentem desprestigiados por não terem moral sequer para ter um campus universitário “para chamar de seu”.
Com o remanejamento de alunos que a Seduc anda promovendo, querendo inclusive entregar algumas escolas estaduais para a prefeitura, é plenamente factível a possibilidade de uma dessas escolas serem repassadas para a Unemat, que poderia assim começar a planejar a sua consolidação e até a expansão de cursos e pesquisas por aqui, o que é algo que seria muito bom para a cidade também.
A impressão de quem observa de longe é que isso não preocupa nossa classe política, que tem dado pouca importância para essa situação. Está passando da hora de se oferecer uma saída para esse impasse, pois se o prefeito não entrega o prédio da Unemat para a Unemat, que se providencie outro prédio para a universidade, pois é da formação acadêmica e formação profissional de nossos jovens que estamos falando.
Seria essa mais uma das famosas birras do prefeito Zé do Pátio, que quando invoca com algo, não tem nada que o faz voltar atrás?
E COM ESSE TEMA DO PRÉDIO DA UNEMAT
para a nossa reflexão durante a semana, vamos ficando por aqui. Nos veremos novamente na edição do próximo domingo para conversarmos mais sobre os bastidores da política. Até lá!




