O crime está sempre em evolução, atento às novas tecnologias, buscando novas maneiras de agir… E as políticas de segurança pública não conseguem acompanhar. Um exemplo claro disso é como o uso de drones, na tentativa de lançar celulares e drogas dentro da Penitenciária Mata Grande, em Rondonópolis, tem sido registrado com maior frequência.
Os casos não são de hoje, mas, mesmo assim, providências ainda não foram vistas até o momento. Na primeira tentativa, um governo que dá prioridade para a segurança já teria tomado uma atitude simples, como já aconteceu em outros presídios e penitenciárias do Brasil: instalação de telas de proteção.
Mas, seria demais exigir isso, de um sistema prisional que somente há pouco tempo disponibilizou aparelho de raio-X para que os agentes de segurança possam fazer a revista de forma mais adequada e precisa nos visitantes. Isso, claro, depois de muita cobrança pública dos agentes prisionais.
Temos em nossa cidade um presídio que parece ser uma bomba relógio. Com aproximadamente 1.300 detentos, muitos de alta periculosidade, a unidade enfrenta superlotação. Quando se resolve um problema, que era a falta do raio-X, surge agora o problema que vem do espaço aéreo. Não há sossego… Tranquilidade, é só para quem acha que está um passo a frente, quando na verdade está bem atrasado.
Esperar atitudes com relação a essas novas modalidades, quando até hoje o Estado não conseguiu enfrentar a bandidagem e instalar bloqueadores de celulares nos presídios, é talvez ser esperançoso demais. O Estado nunca teve a coragem de partir para o enfrentamento nessa questão, talvez por entender que não tem forças o suficiente para bater de frente.
E assim vamos seguindo, com o crime sempre em crescimento e nós sempre correndo atrás do prejuízo. Enquanto eles usam drones e, como aconteceu no interior de São Paulo, até treinaram pombos para jogar drogas e bilhetes dentro de unidades, nós continuamos a nos contentar com algumas apreensões, que pouco fazem diferença na estrutura das organizações criminosas. Não precisa pensar muito para entender porque nós sempre estamos em desvantagem.



