Modernidade morta

(*) Rayne Emille

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Assim como ruas desertas
As pessoas estão vazias
Assim como chão gelado
As pessoas são a era fria

O inverno chegou para muita gente
Descongelando limites
E congelando mentes
Todos tem medo de morrer
Mas sem perceber
Morrem frequentemente

Tudo que é essência foi esquecido
Vivem pressionados
Como sendo um sacrifício
Por amores
Guardam rancores
E espalham frieza como lixo nas ruas
As mais movimentadas e antigas
Que da cidade era sua parte nua

De tudo um pouco
Um pouco de tudo que se acaba
De pouco em pouco o tudo que era tudo agora é nada
A face esconde
A arrogância desfoca
O olhar de dentro
É tanta fruta bonita por fora
E podre por dentro

São tantas pessoas com coração
Que fingem sentimento
Isso causa decepção
Não tem mais para onde fugir
Mas cada um faz sua parte
A minha começou por aqui
Expressar é meu resguarde.

(*) Rayne Emille é poeta e estudante do ensino médio em
Rondonópolis

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