
Em depoimento prestado na manhã desta sexta-feira (9), na 11ª Vara Militar de Cuiabá, o delegado e ex-secretário estadual de Segurança Pública (Sesp-MT), Rogers Jarbas, disse que soube da existência do esquema de grampos operado pela Polícia Militar pela imprensa.
Quando soube, disse ter pedido que fosse feito um levantamento de dados dentro da secretaria. Tudo o que encontrou disse ter encaminhado para a Polícia Civil. “Não se deve investigar dentro da Sesp. Tudo que tinha lá [referente a investigações], eu devolvi”, disse.
Jarbas é uma das testemunhas de defesa arroladas pelo cabo da Polícia Militar Gerson Corrêa Júnior, que está preso desde maio do ano passado suspeito de integrar o esquema de grampos clandestinos que vigorou entre 2014 e 2015 em Mato Grosso.
Ele disse, ainda, que ficou sabendo do esquema de escutas por meio da imprensa e que, até então, o governador não havia falado com ele sobre o assunto. “Eu nunca ouvi nada da boca do governador sobre este a respeito disso. Ninguém do governo falou sobre isso comigo”, disse.
O ex-secretário disse que recebeu um documento encaminhado pela juíza da Sétima Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, onde a magistrada apontava indícios de interceptações telefônicas irregulares no âmbito do setor de inteligência da Polícia Civil.
“Assim que recebi o documento da Selma, chamei a Alana [Cardoso, delegada da Polícia Civil]. Ela veio até a secretaria e redigiu a oitiva dela, porque eu precisa ouvir dela o que estava acontecendo. Depois a encaminhei para o delegado geral [da Polícia Civil]. E a oitiva dela, eu encaminhei para a Corregedoria da PJC”, relatou.
O ex-secretário disse que essas foram as únicas providências tomadas por ele, uma vez que tudo aconteceu fora da gestão dele. Jarbas ainda afirmou que, somente depois que foi preso, tomou conhecimento do processo.




Cada um está tirando o seu da reta. Todos inocentes, como sempre.