Gaivotas da vida

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Francisco de Assis da Silva - primeiro sargento do corpo de bombeiros - 12-03-11
Não ouvi das gaivotas um pio
Naquela praia deserta
Elas se vestiam do cio.
Cheias de desejos
Rodavam feito parafuso
Pousavam na areia
E ignoravam sereias e caramujos.
Ali não havia censura
Entre aquelas criaturas
Que pena,
Reinava pecado e usura,
Além de bigamias
Ondas e maresias.
Elas revoavam o céu em velocidade
Não temiam o radar
Gozavam do espaço e da liberdade
Só queriam mesmo acasalar.
Pobres gaivotas do ar
Que corta a corrente do vento
Fugindo do sentimento
Vai buscar seu lugar.
Antes que chegue a tempestade
E feche sua saída
Matando a ti sem necessidade
Gaivotas do mar
Gaivotas da vida.

(*) Francisco Assis Silva é poeta e militar. Email: [email protected]

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