Coder ainda não renegociou dívida superior a R$ 40 milhões

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De acordo com o diretor presidente da Coder, Ailton das Neves, a renegociação da dívida está em fase de finalização, mas não há data para conclusão
De acordo com o diretor presidente da Coder, Ailton das Neves, a renegociação da dívida está em fase de finalização, mas não há data para conclusão

Depois da aprovação, na Câmara dos Vereadores, para que a Prefeitura possa comprar áreas de propriedade da Companhia de Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), o órgão, segundo o seu diretor presidente Ailton das Neves, já está em processo para fazer um novo parcelamento da dívida, que hoje é de mais de R$ 40 milhões, mas não deu prazos para que isto ocorra.
A tentativa, de acordo com Ailton das Neves, é buscar uma fórmula de fazer um novo parcelamento da dívida sem que seja realmente necessário que a Coder venda as áreas para a Prefeitura, mas caso isso não seja possível, algumas áreas serão realmente vendidas.
Com o parcelamento da dívida, a Coder poderá firmar contratos com a prefeitura e com outros órgãos para prestação de serviços e com isso, conforme Ailton das Neves, prestar um melhor trabalho do que já está sendo feito para a população.
VENDA DE TERRENOS
No último dia 13, os vereadores aprovaram um projeto de lei do Poder Executivo permitindo que a Prefeitura realize a compra de áreas da Coder para que está possa renegociar a dívida que ultrapassa os R$ 40 milhões.
Com a aprovação da Câmara Municipal, a Prefeitura poderá comprar até seis áreas da Companhia, caso seja necessário: uma primeira de 18,32 alqueires na zona rural; outra de 10 mil metros quadrados na Vila Aurora, onde funciona a feira e alguns órgãos; uma terceira, com 14,69 hectares em área de expansão urbana; mais uma, com 6,88 hectares na zona urbana; uma quinta área com 47,29 hectares na Gleba Cascata; e, por fim, mais uma área, com 21,54 hectares, também na Gleba Cascata.
A DÍVIDA
Hoje, a dívida da Coder soma um total de R$ 42.437.007,57 referentes ao não pagamento de parcelas de encargos trabalhistas, como INSS e FGTS, IRRF de terceiros e IRRF de funcionários, Pasep/PIS, Cofins de 11/2010 a 12/1012, IPVA, seguro e licenciamento, mais as multas.
A Coder possuía parcelamentos de dívidas previdenciárias, tributárias e de FGTS. Por falta de pagamento, os contratos de parcelamento dessas dívidas foram rescindidos. O parcelamento previdenciário foi rescindido por atrasos no pagamento das parcelas em 1° de agosto de 2012. O tributário foi rescindido em 2 de julho de 2012, também por atraso nos pagamentos e o parcelamento do FGTS foi rescindido em 31 de maio de 2012, pelo mesmo motivo dos anteriores, resultando na dívida atual, que supera os R$ 40 milhões.

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