Após compra e tombamento, Casario passa por reforma

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reforma do casario - obras - 17-06-13 (3) reforma do casario - obras - 17-06-13 (2) reforma do casario - obras - 17-06-13 (1)Depois de um longo período de negociação entre a Prefeitura e a Família Cury, proprietária do Casario, houve um acordo entre as partes e o valor aproximado, pela aquisição do local, ficou em R$ 1 milhão. A informação é do responsável pelo tombamento do conjunto de casas, que faz parte da história do município, Jonas Pereira, coordenador de projetos externos da Prefeitura. Apesar de não precisar com exatidão o valor, ele disse que se tiver alguma diferença, para mais ou para menos, é pequena. Ele assegurou também que o negócio está praticamente certo, só faltam alguns trâmites legais para a conclusão do acordo. Inicialmente, os proprietários haviam pedido R$ 3 milhões.  Depois de intensa negociação, chegou-se a um valor bem inferior ao solicitado no começo, de acordo com a mesma fonte.
Mesmo antes da compra, uma comissão técnica formada por portaria, composta de sete membros, fez o levantamento histórico, ambiental, estrutural e documental do Casario para o posterior tombamento. Depois de todo o estudo realizado pela comissão, e completado o tempo estipulado por lei para manifestação do proprietário, foi encaminhado o procedimento para a confecção do decreto do tombamento. Que também não foi oficializado, porém, conforme adiantou Jonas Pereira, está pendente apenas de alguns trâmites legais, o que deve ficar pronto esta semana.
REFORMA
Ao tempo que concluía o processo de tombamento, a Prefeitura conseguiu comprar o Casario e imediatamente iniciou uma reforma completa no local. Segundo Amilton Scheffer, diretor do Banco da Gente, responsável pela administração do Casario, o local histórico passará por uma revitalização completa. Garantindo que vai conservar a estrutura atual, Amilton assegurou que a reforma, que está sendo executada pela Companhia Desenvolvimento de Rondonópolis (Coder), vai dar vida nova para o conjunto de casas e para o ambiente. Desde a calçada, a parte elétrica, a hidráulica, o madeiramento, o telhado, a pintura e a iluminação serão totalmente revitalizados.
Para conseguir telhas idênticas às usadas originalmente na construção, Amilton contou que teve que ir buscar nas cidades vizinhas, Galiléia e Pedra Preta, onde conseguiram três mil telhas, de casas antigas para fazer a cobertura do Casario. Ainda assim, as telhas estão sendo lavadas e resinadas para garantir sua conservação. Além disso, será colocado um isolante entre o forro e o telhado, para evitar infiltrações.
Quanto as paredes, apesar de serem feitas de adobes (tijolos feitos de barro, água e amassado com os pés), Amilton afirmou que estão em bom estado e que não necessita de cuidados especiais. Assim como a parte de madeiramento, que segundo ele, é composto de aroeira e piúva, e que por ter sido cortadas e lapidadas a mão, também estão em ótimo estado de conservação.
“A idéia é manter um lugar artesanal, cultural e artístico” comentou o diretor do Banco da Gente. Ele afirmou ainda, que o prefeito pretende fazer uma concha acústica apropriada para espetáculos musicais. Além disso, o local deverá abrigar um restaurante, bar, pizzaria, uma casa de vinho, outra de suco e uma central de informações turísticas e culturais. Ainda segundo Amilton, até o final do mês a reforma do local deve estar concluída.

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