Lágrimas

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Lágrimas molhavam meu rosto, tristeza sem fim
Nada continua meu pranto
A plateia sorria de mim
Meus castelos desfeitos
Todos os sonhos soterrados
Meu histórico de vida
Mortos assassinados
Foram inúmeros transtornos
Fiquei nua totalmente pelada
Lágrimas abundantes
Deixava meu rosto em brasa
Por favor não me destruam
Humildemente implorava
Deixe comigo esperanças
Já não me resta nada, todos se divertiam
Com a cena engraçada
Eu uma total palhaça
Tristemente chorava
Ouvi o golpe do martelo
Quando a sentença foi dada
Naquele exato momento
Fui também apedrejada
Como mulher adúltera
Do chão Deus me levantava
Aos poucos fui aprendendo
Como contracenar
Sem apoio da plateia
Sem ombro amigo para chorar

(*) Arlete Alves Arcoverde é poeta e moradora em Rondonópolis

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