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Transcorreram, neste 24 de julho de 2026, nove anos da morte de Gilson Lustosa de Lira, um dos personagens mais importantes da história esportiva e da comunicação de Rondonópolis. Ele faleceu em 24 de julho de 2017, aos 69 anos, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional Irmã Elza Giovanella, em decorrência de um choque cardiogênico.
Comentarista esportivo, radialista, professor, escritor, poeta, ex-jogador de futebol e gestor escolar, Gilson Lira construiu uma trajetória marcada pelo talento, pela dedicação e pelo compromisso com o esporte, a educação e a cultura.
Dono de uma personalidade marcante e de um vasto conhecimento, deixou histórias que permanecem vivas na memória de familiares, amigos, colegas de profissão e admiradores.
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Natural de Natal (RN), nasceu em 7 de março de 1948, filho de João Bezerra de Lira e Maria José Lustosa de Lira. Ainda criança, mudou-se com a família para Cachoeiras de Macacu (RJ), onde iniciou sua trajetória no futebol.
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Sua carreira como atleta começou nas categorias de base do Fluminense. Como profissional, defendeu várias equipes do futebol brasileiro, entre elas Bangu (RJ), Grêmio de Maringá (PR), Náutico (PE), ABC (RN), Anapolina (GO), Galícia (BA), Operário (MT), Comercial (MS) e União Esporte Clube (UEC), equipe pela qual se tornou um dos maiores ídolos.
Ao chegar a Mato Grosso, em 1973, antes da divisão do Estado, consolidou-se como um dos principais atacantes do futebol mato-grossense. Até hoje, permanece como o maior artilheiro da história do União Esporte Clube, com 199 gols, marca que segue intacta. Encerrou a carreira em 1980, contabilizando 684 gols como jogador profissional.
Ao definir seu estilo dentro das quatro linhas, costumava dizer que não se considerava craque, mas sim artilheiro.
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“Craque em Mato Grosso era o Bife, que só fazia gols de placa; os meus geralmente eram de canela, de bico, em rebotes de goleiros e em furadas de zagueiros.”
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RÁDIO, TV e JORNAL
Após deixar os gramados, levou sua experiência para os microfones e para as redações de jornais. Trabalhou nas rádios Clube AM, Tropical FM e Amorim Juventude AM, destacando-se como narrador e comentarista esportivo. Pelo estilo de comunicação e pela história construída no futebol, recebeu o apelido de “Microfone Artilheiro”.
Também apresentou programas esportivos na antiga TV Gazeta e, posteriormente, na TV Record. Em 1999, comandou os programas “O Jovem Também Tem Saudade” e “Love Songs”, na extinta Rádio Juventude AM de Rondonópolis.
Paralelamente à comunicação, construiu uma sólida carreira na educação. Formado em Licenciatura Curta em Estudos Sociais, Licenciatura Plena em História e pós-graduado em História e Filosofia, dedicou grande parte da vida ao magistério.
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Atuou como professor, porteiro, subdiretor e diretor em escolas estaduais e particulares de Rondonópolis, com destaque para a Escola Estadual Marechal Dutra, onde trabalhou durante 27 anos, sendo 11 como diretor e 16 como professor de História.
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Apaixonado pela literatura, escreveu mais de 100 livros, dos quais 21 foram publicados, principalmente obras de poesia. Também criou um portal para incentivar a leitura, disponibilizando gratuitamente seus textos aos leitores, iniciativa que contribuiu para sua eleição como imortal da Academia Rondonopolitana de Letras (ARL), ocupando a cadeira de número 9.
A TRIBUNA ESPORTIVA
No final dos anos 70 e início dos anos 80, Gilson Lira editou e produziu o “A TRIBUNA ESPORTIVA”, que circulava às segundas-feiras com os resultados das principais competições locais e do País.
Ele fechava a publicação no domingo à noite, após a finalização dos jogos. Nessa época, Lira ainda atuava pelo União e, muitas vezes, saía do Luthero Lopes, que era na frente do A TRIBUNA, e vinha direto pra redação.
Casado duas vezes, Gilson Lira deixou três filhos, seis netos e um legado que ultrapassa as estatísticas do futebol. Nove anos após sua partida, permanece lembrado como um profissional multifacetado, cuja história continua inspirando gerações de atletas, educadores, comunicadores e amantes da cultura em Rondonópolis e em Mato Grosso.
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