Protesto pede soltura de jovem preso

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Alguns dos participantes do manifesto popular desta semana que defenderam a soltura de Denis Roger
Alguns dos participantes do manifesto popular desta semana que defenderam a soltura de Denis Roger
O amigo Jhonathan Eder da Silva, a futura sogra Rose Mary Teixeira, a mãe Zilecy, e a namorada Joyce Teixeira Zamproni: clamor de justiça
O amigo Jhonathan Eder da Silva, a futura sogra Rose Mary Teixeira, a mãe Zilecy, e a namorada Joyce Teixeira Zamproni: clamor de justiça

Um protesto chamou a atenção dentro da manifestação popular que ganhou as ruas de Rondonópolis nesta quarta-feira (26/06). Mais de 30 pessoas participaram do manifesto não para protestar contra situações gerais do Brasil, mas contra um problema que testemunham de perto. Eles alegam que o estudante e técnico de informática Denis Roger Oliveira Souza, de 25 anos, foi preso injustamente e pedem sua soltura imediata.
Familiares de Denis Roger estiveram nesta quinta-feira (27/06) no Jornal A TRIBUNA para testemunhar o drama que estão passando desde a primeira manifestação popular da atual temporada em Rondonópolis, realizada no dia 20 de junho deste ano, ocasião em que o jovem foi preso. A mãe Zilecy Anselmo de Oliveira e familiares tentam agora provar o mais rápido possível a inocência do estudante.
A mãe Zilecy, a namorada Joyce Teixeira Zamproni, o amigo Jhonathan Eder da Silva e a futura sogra Rose Mary Teixeira, em conversa com a reportagem, explicaram a situação vivida por Denis Roger. Eles informam que o jovem foi preso logo após a primeira manifestação, sob a acusação de participação em um assalto, a partir do reconhecimento de uma das vítimas. Hoje fará 8 dias que Denis está na cadeia pública.
A namorada conta que Denis foi abordado por policiais civis quando ele voltava para o carro, após o fim da primeira manifestação. O estudante foi levado para o Centro Integrado de Segurança e Cidadania (CISC), onde havia a denúncia de que ele teria participado de um assalto contra uma adolescente e sua mãe por volta das 16h do mesmo dia 20. Ele foi preso em flagrante com o reconhecimento da adolescente.
Apesar da situação, familiares e amigos asseguram que possuem uma série de provas que inocentam Denis Roger. O amigo Jhonathan afirma que esteve junto de Denis das 15h10 até depois das 17h. No horário alegado do assalto, diz que estavam em uma loja de brinquedos, onde foram comprar tinta para participar do protesto. Inclusive, mostra um comprovante de compra por cartão de crédito feito pelo estudante às 15h58.
Além disso, Jhonathan atesta que, logo depois, os dois foram para uma empresa de peças, onde os proprietários declaram ter visto Denis em seu estabelecimento. Na sequência, testemunha que eles foram para uma loja de materiais de construção, por volta das 16h40, onde consta uma filmagem. A denúncia da vítima, segundo os familiares, é de que o assaltante estava com camiseta cor vermelha. Nessas empresas, o amigo diz que Denis estava com o uniforme do serviço, com camiseta verde, sendo que o mesmo, após voltar para casa, colocou uma camiseta vermelha a fim de participar do manifesto.
Inicialmente, a defesa da família pediu a liberdade provisória de Denis Roger e o relaxamento do flagrante. Apesar de acatar o relaxamento do flagrante, a justiça local indeferiu o pedido de liberdade provisória. O estudante teve a prisão preventiva decretada pela justiça local na sexta-feira (21/06). A defesa impetrou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça nesta terça-feira (25/06), mas o pedido em caráter liminar foi indeferido. Ontem foi protocolado na cidade um pedido de revogação da prisão preventiva.
Os familiares informam que Denis Roger não tem nenhum antecedente de envolvimento com crime ou vícios. A mãe lembra que o filho trabalha como técnico de informática, faz curso de inglês e está no último semestre da faculdade de Análise de Sistemas. “Eles não têm provas! O que contou foi apenas o reconhecimento da adolescente”, lamenta a namorada Joyce Teixeira.
A mãe está inconformada com a morosidade da Justiça para colocar o filho em liberdade. “Quando você cria um filho do jeito que a gente criou, a última coisa que a gente imagina é que vai ver o filho um dia na cadeia. Não estou dormindo, não estou comendo, porque a dor é tanta… Todos conhecidos estão indignados, porque as provas de inocência são todas contundentes”, externa Zilecy.
“Tenho fé em Deus que a Justiça vai olhar para essa situação… Espero que meu filho saia de lá o mais rápido possível, para que possa continuar a vida normalmente”, acrescentou a mãe para a reportagem. “É uma injustiça que não dá para entender”, finalizou.

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