
No silêncio mais profundo, a voz se fez ecoar.
Dos surdos, a Libras, um lindo hino a ressoar.
Em sinais sutis, um belo encontro a se formar.
Pela força da expressão, o mundo a despertar.
Palavras sem ruídos, mãos que traduzem emoção.
O grito dos surdos ecoa na vasta imensidão.
Clamando, assim, por igualdade, sem hesitação.
Unidos lutando por direitos e por inclusão.
No pulsar do coração, a batida de cada mão.
Num compasso perfeito, o elo dessa união.
A língua dos sinais, a mais pura expressão.
Dos surdos que falam com a alma e o coração.
Na sinfonia dos gestos, a liberdade ressoa.
Ecoando no âmago, a pura essência se entoa.
Os surdos sinalizam gritando, a luta se entrelaça.
Pela inclusão de todos, cada gesto que se abraça.
Não querem sentir estrangeiros em seu país.
Todos lutam incansavelmente por suas raízes.
Rompem barreiras, enfrentam duras batalhas.
E mostram ao mundo o poder das mãos que falam.
Eles não deixam seu destino ao acaso ou ao azar.
Unidos pugnam por justiça, sem nunca desanimar.
Pois, agora e sempre, a igualdade é seu norte.
Seu grito é silencioso e forte, inclusão ou morte.
(*) Jorge Manoel é jornalista, professor, intérprete e poeta



