
Papiro, pergaminho, papel, memória.
Livro, letras, palavras, sílabas
O antes, o depois, o aqui e o agora
Foco, lutas, etapas, batalhas
Filhos, família, distancia, hora
Eu, uma certeza:
– Biblioteconomia, aqui mora.
Tú, meu biblio-prazer
A quem entreguei meu tempo.
O corpo intangível do saber.
Mares culturais ainda por sorver.
Editoro infinitas vidas.
Fotógrafo milhares de existências.
Bibliotecariamente, dia após dia.
Sou uma voz na multidão.
Sou leitura, e de Gutenberg um guardião.
(Esta poesia é uma homenagem ao curso de Biblioteconomia da UFMT de Rondonópolis, quando da visita da professora-doutora Edna Pinheiro).
(*) Patrício Araújo Duarte é artista plástico e morador em São Paulo



