CBF decreta luto pela morte de Djalma Santos

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DjalmaSantos e velado -24-07-13A morte de Djalma Santos fez com que a CBF decretasse luto oficial de três dias, como foi comunicado em nota oficial no site da entidade na tarde de ontem. Um dos maiores laterais da história do futebol mundial, o ex-jogador não resistiu a um quadro de pneumonia grave e instabilidade hemodinâmica culminando com parada cardiorrespiratória, e faleceu na última terça-feira (23).
Em homenagem ao ex-jogador, a CBF decretou ainda que será respeitado um minuto de silêncio em todos os jogos das competições organizadas pela entidade nos próximos três dias. Djalma Santos marcou época com as camisas de Palmeiras, Portuguesa e Atlético-PR, além da seleção brasileira, pela qual conquistou as Copas do Mundo de 1958 e 1962.
HOMENAGENS

Com muito frio, diferente do habitual para a região do Triângulo Mineiro, foi enterrado na tarde de ontem o corpo do ex-jogador Djalma Santos. Em Uberaba, cidade que ele escolheu para viver nos últimos 30 anos, foi decretado luto oficial de três dias. O velório, realizado na Câmara Municipal, atraiu um grande número de pessoas desde a meia-noite. Amigos, parentes, fãs e ex-jogadores, muitos deles de outras cidades, foram se despedir, mesmo diante da dificuldade de transporte ocasionada pelo fechamento do aeroporto local, por causa do mau tempo.
Autoridades também prestaram homenagens, como a presidente da República, Dilma Rousseff, que enviou flores e divulgou nota lamentando o falecimento do ex-lateral-direito. Ela esteve com Djalma Santos em maio passado durante a Expozebu, evento tradicional de Uberaba. “Foi emocionante vê-lo na cerimônia abraçado a Pelé, exemplos de hoje e sempre”, relembrou.
A mulher do ex-jogador, Esmeralda Silva, assim como a sua única filha, Laura – de outro casamento -, eram consoladas pelos parentes e os muitos amigos de Djalma Santos. Sem contar sua importância para o futebol brasileiro, com a conquista de duas Copas do Mundo, ele também fez história na cidade com projetos esportivos voltados ao social. Luciano Soares, o “Mineirinho”, assessor direto e que convivia com o craque há mais de 40 anos, resumiu o amigo: “Ele foi tão grande como pessoa assim como foi no campo”.A pedido da viúva, os últimos 30 minutos do velório foram reservados apenas aos familiares e amigos mais próximos. Depois disso, o caixão foi fechado e levado sob aplausos para o carro do Corpo de Bombeiros, que seguiu em cortejo pelas ruas até parar em frente ao estádio Engenheiro João Guido. Lá, uma homenagem emocionante foi feita pelos alunos do projeto “Bem de Rua, Bom de Bola”, que Djalma desenvolveu na cidade. Por fim, o corpo foi levado ao Cemitério São João Baptista e enterrado já no final da tarde com o caixão sendo coberto por uma bandeira do Palmeiras.

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