A seleção brasileira frustrou cerca de 300 pessoas, muitas delas crianças e adolescentes, que esperavam a chegada da delegação no Hotel Stella Maris, no final da tarde de ontem, em Salvador. Na capital baiana, o Brasil enfrenta a Itália neste sábado, pela última rodada do Grupo A da Copa das Confederações.
A seleção brasileira viajou de voo fretado de Fortaleza, onde venceu o México na quarta-feira, e, já na pista do Aeroporto Luis Eduardo Magalhães, seguiu de ônibus para a concentração. Mas a chefia da delegação optou por entrar com o grupo pela área de serviço, local do almoxarifado, cozinha e lavanderia do hotel. Houve gritaria e choro dos que imaginavam que o ônibus fosse parar em frente à área da recepção, onde havia grades de proteção para impedir uma proximidade maior entre público e jogadores.
A chegada da delegação ao hotel, apesar de todo o aparato de segurança, com dezenas de motoqueiros da Polícia Militar e Polícia Federal, além de outros carros, foi tranquila. Nos jardim do local, cerca de 30 pessoas erguiam cartazes em que anunciavam a greve do setor hoteleiro da Bahia, com suas reivindicações. Por causa do contratempo, o Stella Maris contratou 150 funcionários de apoio para se revezarem em três turnos nos quatro dias que a seleção vai permanecer em Salvador. Todos já receberam orientação do hotel de que não devem pedir nada aos jogadores da seleção: fotos, autógrafos, brindes, etc.
A delegação brasileira ocupa 60 suítes de todo o quarto andar do hotel. Ao todo, o Stella Maris dispõe de 334 quartos. Está lotado, mas os hóspedes comuns não vão ter contato com nenhum atleta. A diária mais barata no local sai a R$ 655,00 – a Fifa cobre a despesa de até 40 apartamentos destinados às seleções participantes da Copa das Confederações.



