No duelo dos já eliminados pelo Grupo A da Copa das Confederações, o México derrotou o Japão por 2 a 1, ontem, no Mineirão, em Belo Horizonte. Graças a Chicharito Hernández, autor dos dois gols, os mexicanos voltam para a casa com um prêmio de consolação. Okazaki descontou para os japoneses, que caíram com honra, lutando até o apito final.
Empolgados com a partida vibrante que o Japão havia feito na derrota por 4 a 3 para a Itália, o Mineirão era majoritariamente a favor dos asiáticos. A seleção comandada por Alberto Zaccheroni até começou melhor a partida. Até teve um gol, marcado por Okazaki, mal anulado pelo árbitro alemão Félix Brych, mas foi só. Durante os 90 minutos o goleiro mexicano Ochoa não foi incomodado.
Ao mesmo tempo que o gás do Japão ia diminuindo, o México crescia na partida. Muito mais na base da vontade, pois a equipe não conseguia concretizar uma jogada de ataque. Exceção feita somente à cabeçada na trave de Guardado.
No segundo tempo o México voltou mais organizado. Encontrou dois gols, ambos de cabeça, do seu melhor jogador: Hernández. Pronto, o Japão estava morto. Se tornou um time desmotivado em campo, só observando o toque de bola. Isso até o gol de Okazaki, aos 40 minutos, aproveitando passe de Endo.
O gol deu novas esperanças aos japoneses para buscarem pelo menos o empate. A torcida mineira empurrou. A esperança aumentou ainda mais quando Chicharito desperdiçou um pênalti nos acréscimos. Kawashima defendeu, e no rebote o jogador do Manchester United mandou uma bomba no travessão.
O Japão se lançou de forma kamikaze ao ataque, mas não deu. As duas seleções voltam para casa com a alma lavada. O México por ter vencido um jogo, e os japoneses por terem lutado até o fim.



